Cidade corporativa e a mercantilização do espaço geográfico:
Abstract
A cidade adentra a lógica de mercantilização espacial através da comercialização realizada pelos atores hegemônicos e suas intencionalidades de extração de lucro das infraestruturas urbanas. Nosso objetivo consiste em discutir como os processos de empresariamento das cidades, no modelo de políticas públicas neoliberais, caracterizam reajustes espaciais que proporcionam a produção de localidades com lógicas corporativas. Assim, buscaremos tratar da cidade de São Paulo (SP) e da condição de representatividade de comercialização do espaço público no Vale do Anhangabaú, apresentando os meios de valorização do espaço e a segregação socioespacial que ocorre diante desse fenômeno. Não obstante, foi realizado um resgate das ações e atividades dos agentes envolvidos na concessão do Vale do Anhangabaú, em que utilizamos dados primários e secundários, obtidos através de relatórios técnicos, editais públicos, publicações de jornais e revista e trabalhos de campo realizados na cidade na cidade de São Paulo (SP). Como ferramenta para a expropriação do espaço público, o planejamento adquire novos dilemas conceituais que aprofundam as diferentes formas de uso que os lugares recebem. Nessa condição, o marketing estratégico reflete os formatos estabelecidos nas infraestruturas territoriais, uma vez que as privatizações e concessões assumem um discurso de modernização e melhoramento da cidade.
Fields of Study & Subjects
Urban Planning and Governance
Latin American Urban Studies
Housing
Finance
and Neoliberalism
Publication details
- Journal / source
- Revista Tamoios
- Volume
- 22
- Issue
- 1
- Publication date
- 26 January 2026
- Language
- PT