O ato de filosofar como resistência emancipadora: aproximações do pensamento de Paulo Freire e Matthew Lipman
Abstract
Este artigo propõe uma aproximação dos pensamentos de Paulo Freire e Matthew Lipman, com o objetivo de refletir sobre o ato de filosofar como prática de resistência emancipatória no contexto educacional. Em um cenário marcado por políticas que silenciam o pensamento crítico, como a reforma do Novo Ensino Médio, defender o filosofar como direito torna-se um posicionamento ético e político. A pesquisa, de caráter teórico e bibliográfico, busca evidenciar os pontos de convergência entre Freire e Lipman em torno dos conceitos como diálogo, pergunta, autonomia, educação e postura do professor. Ambos defendem uma educação centrada na escuta, na problematização do mundo e na construção emancipadora do conhecimento, reconhecendo nas crianças sujeitos ativos e capazes de pensar filosoficamente. Assim, o texto argumenta que o filosofar, ao provocar perguntas e estimular a curiosidade, fortalece a criticidade e contribui para uma formação que liberta e emancipa. Em tempos de reconstruções curriculares, pensar a Filosofia como experiência viva e necessária desde os primeiros anos escolares é também resistir às formas de ensino que desvalorizam o pensamento e a liberdade.
Fields of Study & Subjects
Critical and Liberation Pedagogy
Education and Critical Thinking Development
Education
Philosophy
and Society
Publication details
- Journal / source
- EDUCAÇÃO E FILOSOFIA
- Volume
- 39
- Pages
- 1–33
- Publication date
- 29 January 2026
- Language
- PT