Não é fácil virar a página: O espaço liminar como agente de transformação em Aniquilação de Alex Garland
Abstract
Este artigo observa como o ambiente pode ser usado como ferramenta poético-discursiva capaz de discutir o tema da transformação enquanto experiência de morte. Para isso, analisa o filme Aniquilação (2018) de Alex Garland a partir de um comentário sobre os usos que o autor dá ao espaço abandonado para criar o que Sarah Al Shrbaji designa de espaço liminar (2020), o que torna essas zonas fora da normalidade em agentes transformadores dos indivíduos que entram neles. Isso é feito a partir das lentes usada no filme, da ficção científica e do horror corpóreo, usando o estranhamento em relação ao ambiente e a si mesmo para fazer paralelos entre arruinamento e degeneração. Essas relações servem no filme como tensões entre o eu e o outro, internalidade e externalidade e finalmente alteridade e transformação. Para consolidar essa hipótese faz-se também paralelos outras obras que compartilham temas e influenciaram na produção deste filme, além das perspectivas propostas em Morte e Alteridade (2020) de Byung-Chul Han, assim como os usos de espaço enquanto poética de Gaston Bachelard (1993)
Fields of Study & Subjects
Utopian
Dystopian
and Speculative Fiction
Cinema History and Criticism
Gothic Literature and Media Analysis
Publication details
- Journal / source
- Aniki Revista Portuguesa da Imagem em Movimento
- Volume
- 13
- Issue
- 1
- Publication date
- 31 January 2026