O gene APOL1 e o transplante renal: um artigo de revisão

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Authors: Melissa Gaspar Tavares, Lúcio Requião-Moura, Luisa Queiroga, Helio Tedesco Silva Junior, Jose Osmar Medina-Pestana
Cited by: 0
References: 86

Abstract

Resumo Introdução: A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública global e o transplante renal é o tratamento de escolha para pacientes com DRC em estágio 5 (G5). A sobrevida do enxerto renal ao final do primeiro ano é superior a 95% e, em 5 anos, aproxima-se de 90%. No entanto, o declínio da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) ao longo dos anos ainda representa um desafio. A taxa de declínio dessa medida é atribuída a diversos fatores e, atualmente, é associada à presença de variantes do gene APOL1. Discussāo: As variantes de risco denominadas G1 e G2 do gene APOL1 estāo relacionadas à DRC. Evidências sugerem que rins de doadores falecidos com variantes de risco do gene APOL1 apresentam pior sobrevida do enxerto renal. A presença de variantes de risco em doadores vivos também confere piores resultados a longo prazo após a doação. As novas terapias direcionadas à inibição da função da proteína APOL1 ainda nāo foram testadas na população transplantada. Os estudos proteômicos continuam avançando, utilizando técnicas cada vez mais refinadas para analisar as isoformas de APOL1, seus receptores, metabólitos, agonistas e potenciais bloqueadores. Conclusāo: As variantes de risco têm um impacto significativo na compreensāo da DRC e do transplante renal. A pesquisa sobre variantes em potenciais doadores vivos deve orientar melhor a seleção de doadores e a tomada de decisões relativas à doação.

Fields of Study & Subjects

Renal Transplantation Outcomes and Treatments Renal Diseases and Glomerulopathies Chronic Kidney Disease and Diabetes

Publication details

Journal / source
Brazilian Journal of Nephrology
Volume
48
Issue
2
Publication date
16 February 2026
Language
PT