DO CINEMA À LINGUÍSTICA: REFLEXÕES SOBRE "A CHEGADA" E A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
Abstract
O artigo analisa o filme A Chegada (2016) a partir de uma perspectiva linguística, relacionando a língua fictícia dos Heptapodes às línguas de sinais humanas, especialmente a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O objetivo é identificar convergências e contrastes entre a ficção científica e realidades linguísticas viso-espaciais. Como metodologia, o estudocombina a análise das ações da protagonista Louise Banks — sob o viés da Linguística Aplicada, com foco em documentação, tradução e aquisição de segunda língua — e a descrição das propriedades gramaticais da Libras, como simultaneidade, uso espacial e expressões não manuais. Os resultados indicam que, embora ambas as línguas compartilhemcaracterísticas visuais e simultâneas, a Libras não altera a percepção temporal de seus falantes, enquanto o idioma alienígena, inspirado na hipótese forte de Sapir-Whorf, redefine a experiência do tempo de quem o adquire. Conclui-se que A Chegada (2016) articula ficção eciência de modo coerente, valorizando o estudo das línguas de sinais e reforçando a relação entre linguagem, cognição e percepção de mundo.
Fields of Study & Subjects
Cultural and Social Studies
Categorization
perception
and language
Linguistics and Language Studies
Publication details
- Publication date
- 7 January 2026
- Document type
- Preprint