Comparative impact of organomineral and organic fertilizers as partial substitutes for synthetic fertilizers in enhancing soil fertility, health, and maize growth

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Authors: Jéssica Caroline de Lima, Eduardo L. Buligon, Ritieli Marostica, Piebiep Goufo, Mônica Sarolli Silva de Mendonça Costa, Glacy Jaqueline da Silva
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References: 20

Abstract

Fertilizantes orgânicos e organominerais despontam como alternativas sustentáveis à adubação mineral tradicional. Este trabalho avaliou, em casa de vegetação, como essas duas categorias afetam indicadores de qualidade do solo e o desempenho do milho. Seis regimes de adubação foram comparados: (T1) mineral (uréia, superfosfato simples e KCl); (T2) organomineral equilibrado em N e K (dose fixada pelo teor de P); (T3) organomineral balanceado em K (dose definida pelo teor de K, gerando excesso de N e P); (T4) orgânico equilibrado em P e K (dose ajustada pelo teor de N); (T5) orgânico à base de P (dose definida pelo teor de P, com excedentes de N e K); e (T6) adubação mista (organomineral + orgânica). Os insumos derivaram de resíduos de produção animal: o fertilizante orgânico foi um digestato obtido pela codigestão anaeróbia da fração líquida de água residuária da suinocultura e cama de poedeiras, enquanto os organominerais foram produzidos a partir da fração sólida desses mesmos resíduos, enriquecida com pó de rocha e calcário. Analisaram-se fertilidade do solo, absorção e redistribuição de nutrientes, respiração microbiana, atividades enzimáticas e biomassa microbiana. Todos os tratamentos sustentaram crescimento adequado das plantas. O maior rendimento ocorreu no T5, possivelmente pela rápida liberação de nutrientes semelhante à adubação mineral; o menor, no T6. Esses dois tratamentos diferiram estatisticamente, enquanto os demais apresentaram produtividades intermediárias. Por outro lado, as maiores atividades enzimáticas foram registradas nos tratamentos T3 e T6, ambos com organomineral, sinalizando maior estímulo aos microrganismos e à ciclagem de nutrientes. Assim, embora o digestato orgânico baseado em P (T5) maximize a produtividade de curto prazo, os organominerais demonstram vantagens para a biologia do solo, apontando benefícios em longo prazo. Os resultados reforçam que fertilizantes orgânicos e organominerais podem reduzir a dependência de insumos sintéticos, conciliando ganhos imediatos de produção com um manejo mais sustentável do solo.

Fields of Study & Subjects

Polymer-Based Agricultural Enhancements Clay minerals and soil interactions Plant Micronutrient Interactions and Effects

Publication details

Journal / source
Revista em Agronegócio e Meio Ambiente
Publisher
Centro Universitario de Maringa
Volume
19
Pages
e13332–e13332
Publication date
15 January 2026