NARRADOR E OS MORTOS INSEPULTOS DA DITADURA EM O CORPO INTERMINÁVEL (2019), DE CLÁUDIA LAGE
Abstract
O presente artigo tem como objetivo analisar o romance O Corpo Interminável (2019), de Cláudia Lage, abordando a representação simbólica de traumas individuais e coletivos produzidos pela Ditadura Militar (1964-1985), que persistem até os dias atuais. Partindo de referenciais teóricos como Walter Benjamin, Jeanne Marie Gagnebin e Márcio Seligmann-Silva, observa-se a ficção como parte de um trabalho de luto e elaboração da memória coletiva. A obra é analisada conjuntamente a entrevistas da autora e depoimentos de familiares de vítimas do regime, destacando-se as temáticas do impacto dos desaparecimentos políticos na coletividade, os efeitos do silenciamento imposto e as tensões no presente decorrentes do trauma histórico, abordadas na narração do protagonista.
Fields of Study & Subjects
Memory
violence
and history
Brazilian cultural history and politics
History
Trauma
Identity
Publication details
- Journal / source
- História e Cultura
- Volume
- 14
- Issue
- 2
- Pages
- 192–216
- Publication date
- 6 January 2026
- Language
- PT