O “SEXO FRÁGIL”? UMA ARQUEOLOGIA PARA O EMPODERAMENTO DE GÊNERO EM PORTUGAL NO SÉCULO XX
Abstract
A igualdade de género continua a ser um objetivo por alcançar em larga escala. As mulheres sempre fizeram parte, e continuam a fazer, da força de trabalho industrial. Contudo, são frequentemente ignoradas e marginalizadas pela investigação arqueológica como parte de um sistema produtivo que reforçou a sua subalternização social. De forma geral, a arqueologia industrial continua a promover a ideia de que as mulheres são o “sexo frágil”, e mitos heteronormativos relacionados com as suas condições de trabalho continuam a “ocupar” a mente de muitas pessoas. Enquanto ciência pública, a arqueologia deve contribuir para o debate ativista sobre a desigualdade social e os debates políticos contemporâneos, fornecendo dados sobre práticas sociais, tanto do passado como do presente. Com base no caso das mulheres em Portugal que trabalharam em espaços industriais, e defendendo que a arqueologia deve ser pública, política e ativista, este artigo pretende desconstruir essas narrativas e dar voz a essas mulheres.
Fields of Study & Subjects
Historical and Cultural Archaeology Studies
Gender and Feminist Studies
Employment
Labor
and Gender Studies
Publication details
- Journal / source
- Revista Habitus - Revista do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia
- Volume
- 23
- Issue
- 3
- Publication date
- 24 February 2026
- Language
- PT