Intelectual nômade
Abstract
O presente artigo tem por objetivo pensar a figura do intelectual nômade como agente político e revolucionário que experimenta novas subjetivações e a constituição de novos territórios, tomando o comum como potência de criação. Para isso, buscamos, em um primeiro momento, teóricos que se dedicaram a pensar a figura do intelectual como um problema da modernidade, refletindo sobre seu papel nas estruturas de poder e conhecimento. Em seguida, debruçamo-nos sobre a filosofia da diferença de Deleuze e Guattari, em diálogo com autores alinhados e próximos a essa perspectiva teórica, para tecer o que chamados de intelectual nômade. Inspirado nas ideias de Foucault sobre o intelectual específico, este novo tipo de agente político engaja-se nas lutas locais e nos jogos de poder, operando através de uma lógica de resistência nômade. Por fim, a potência nômade com sua máquina de guerra, engendrada no plano do comum, a partir das redes que se constituem nas lutas políticas, é uma aposta na possibilidade de abalar as estruturas do aparelho de Estado, sobretudo em tempos em que a figura do intelectual e a própria ciência se encontram em descrédito por movimentos reacionários. Em conclusão, o intelectual nômade se apresenta como uma figura ao mesmo tempo crítica e criativa, oferecendo uma nova forma de pensar o conhecimento, o poder e a política, revelando-se um agente de transformação social.
Fields of Study & Subjects
Foucault
Power
and Ethics
Critical Theory and Political Philosophy
Postmodernism in Literature and Education
Publication details
- Journal / source
- Conjectura filosofia e educação
- Volume
- 30
- Pages
- e025014–e025014
- Publication date
- 16 January 2026
- Language
- PT