ESTRATÉGIAS DE USO DE RECURSOS FINANCEIROS LIMITADOS NA FORMAÇÃO EM SAÚDE EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS: REVISÃO DE ESCOPO

Read full text
Authors: Sadi Antonio Pezzi, Elisabete Soares de Santana, Gabriela Franco Ribeiro, Louise Gomide Freitas, Sérgio Bruno dos Santos Silva, Rhasnna Prudêncio, Adriane Nunes Diniz, Pedro Ernesto Teles Barbosa, Lucianna Lima Leal Silva, Luisa Athayde Colnago, Laís de Carvalho Succo Gonçalves, Túlio Emanuell Maurício Botelho
+3 more Denise Flauzina Mocellin, Marcelo Flávio Batista da Silva, Angélica Isabely de Morais Almeida
Cited by: 0

Abstract

Objetivo: Mapear e analisar as estratégias de uso de recursos financeiros limitados na formação em saúde em universidades públicas brasileiras, identificando práticas de gestão adotadas, seus impactos na qualidade dos processos formativos e as lacunas de conhecimento evidenciadas na literatura científica. Métodos: Revisão de escopo, realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, conduzida conforme as recomendações do Instituto Joanna Briggs e orientada pelo checklist PRISMA-ScR, com protocolo previamente registrado na Open Science Framework. A pergunta norteadora foi formulada a partir da estratégia PCC: P – cursos, gestores e estruturas formativas da área da saúde; C – estratégias de uso de recursos financeiros limitados na formação em saúde; C – universidades públicas brasileiras. Foram incluídos estudos publicados nos últimos cinco anos, de acesso livre, em todos os idiomas, que abordassem financiamento, alocação e racionalização de recursos na formação em saúde no ensino superior público brasileiro. Excluíram-se estudos fora desse contexto ou que não discutissem diretamente o uso de recursos financeiros. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Medline, Cochrane Library e Google Acadêmico, com seleção, extração e análise dos dados realizadas por dois revisores independentes. Resultados e Discussão: Foram incluídos 13 estudos, predominantemente qualitativos, analíticos e descritivos, com níveis de evidência moderados. As evidências indicam que, diante do subfinanciamento persistente, as universidades públicas brasileiras têm adotado estratégias adaptativas para sustentar a formação em saúde, como integração curricular, educação interprofissional, fortalecimento da articulação ensino-serviço na Atenção Primária à Saúde, uso de tecnologias digitais, simulação clínica de baixo custo, impressão 3D, telemonitoramento e compartilhamento de infraestrutura. Essas práticas permitem racionalizar recursos, ampliar experiências formativas e manter padrões mínimos de qualidade pedagógica, apesar das restrições orçamentárias que limitam expansão de vagas, infraestrutura e alocação docente. A gestão acadêmica emerge como eixo central, ao priorizar investimentos essenciais, reorganizar práticas pedagógicas e captar recursos externos. Contudo, a literatura converge ao afirmar que tais estratégias mitigam, mas não substituem, a necessidade de financiamento público adequado, revelando limites para a sustentabilidade de longo prazo da formação em saúde. Conclusão: As universidades públicas brasileiras têm recorrido a estratégias de uso racional de recursos financeiros para manter a formação em saúde em contextos de restrição orçamentária. Embora eficazes como respostas adaptativas, essas estratégias são insuficientes para garantir qualidade e sustentabilidade a longo prazo sem políticas estruturais de financiamento público contínuo. O fortalecimento da gestão acadêmica, aliado ao financiamento adequado, é essencial para assegurar a formação de profissionais de saúde alinhados às necessidades do SUS.

Fields of Study & Subjects

Health and Medical Education Innovations in Medical Education Higher Education in Latin America

Publication details

Journal / source
Veredas do Direito Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
Volume
23
Pages
e234341–e234341
Publication date
27 January 2026