Investigações-vidas em educação
Abstract
Nesse texto reflito sobre minha instabilidade epistêmica ou sobre meus processos de desaprender, decompor, deseducar, de migração ou de ficar sem lugar na pesquisa em educação. Utilizei a ideia de quebra de Jota Mombaça, como tentativa delirante de compor pistas dos efeitos de gritaria em tempos de guerra epistêmica. O argumento está dividido em Quebras. A primeira trata da escrita do texto Escrevivências trans* como potência (2020); a segunda está, intimamente, ligada ao processo de orientação na pós-graduação; a terceira quebra é discutida a partir da criação do ConQuer - Grupo de estudos e pesquisas queer e outras epistemologias feministas (CNPq); e, a quarta sobre a elaboração do projeto de pesquisa Investigações-vidas em educação: memórias, escrevivências, artivismos e alianças políticas na educação (2023). Concluo com o argumento de que as investigações-vidas em educação podem nos ajudar a questionar a ideia do sujeito autônomo, a pedagogia intelectualizada e a linearidade da mediação pedagógica (Freire, 1987). Suas provocações surgem, com força, da necessidade de enunciar um saber sensível sobre nossa sobrevivência e afetos nas teorias da educação, nas práticas de formação e no cotidiano, ou seja, um currículo-vida, rizomático e afetivo.
Fields of Study & Subjects
Gender
Sexuality
and Education
Qualitative research in health
Arts and Performance Studies
Publication details
- Journal / source
- JOURNAL OF RESEARCH AND KNOWLEDGE SPREADING
- Volume
- 7
- Issue
- 1
- Pages
- e20450–e20450
- Publication date
- 3 January 2026