Idolatria, liberdade cívica e consciência moral: interrogações críticas em torno do conceito carlyleano de heroísmo
Abstract
Em On Heroes, Hero-Worship, & the Heroic in History (1841), Thomas Carlyle faz a apologia de indivíduos de excepção, pináculos de energia no corpo da sociedade e da História, que esmagam os homens comuns e escapam aos critérios da consciência. Definindo seis tipos de heróis, propugna uma desmoralização das relações políticas, em teses cujo efeito de choque é denotado pela sua recepção coeva. William Thompson, por exemplo, sentencia que On Heroes não é um livro cristão. Com efeito, Carlyle oferece uma axiologia na qual o discurso do dever se funde num discurso do poder, sob um princípio simples: uns fazeme lideram, outros aderem e veneram, sem liberdade de escolha. Na sua teoria dos heróis, estes têm a sua própria justificação num privilégio de autotelia, sem as grilhetas da questionação moral. Cabe-lhes serem fiéis a si mesmos, constituindo o seu próprio absoluto. https://doi.org/10.21747/0873-1233/spi32v2
Fields of Study & Subjects
Philosophy and Historical Thought
Political Theory and Influence
Nietzsche
Schopenhauer
and Hegel
Publication details
- Journal / source
- Via Spiritus Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso
- Issue
- 32
- Pages
- 225–242
- Publication date
- 2 February 2026
- Language
- PT