Repensando a IA na Pesquisa com Sabedoria Ancestral para as Futuras Gerações
Abstract
Este artigo explora como a escolarização aberta, a sabedoria ancestral e a inteligência artificial (IA) podem se interconectar para enfrentar os desafios das mudanças climáticas na Amazônia. Durante a histórica seca de 2023-2024 no Rio Negro, conduzimos um projeto colaborativo na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé com comunidades ribeirinhas e indígenas, utilizando a estrutura CUIDAR-SABER-FAZER para conectar aprendizagem, pesquisa e ação comunitária. Por meio de atividades participativas, diálogos em mídias sociais e mapeamento habilitado por IA, alunos, professores e partes interessadas locais cocriaram estratégias para garantir água potável e fortalecer a resiliência. Crucialmente, as vozes indígenas reformularam a pesquisa, enfatizando a autonomia, a administração e a necessidade de ir além das abordagens extrativistas. Argumentamos que a IA deve deixar de quantificar perdas e passar a apoiar a proteção, a coliderança e a soberania biocultural. Ao integrar a sabedoria ancestral com a aprendizagem interdisciplinar e intergeracional, defendendo a justiça, a equidade e a sustentabilidade, a escolarização aberta pode posicionar as comunidades como protagonistas de suas próprias histórias, ao mesmo tempo em que molda a IA para o bem coletivo das gerações futuras.
Fields of Study & Subjects
Indigenous Health and Education
Amazonian Archaeology and Ethnohistory
Indigenous Cultures and Socio-Education
Publication details
- Journal / source
- Open Research Online (The Open University)
- Publication date
- 15 September 2026
- Language
- PT