ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DO TRABALHO E SÍNDROME DE BURNOUT EM MÉDICOS INTENSIVISTAS

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Authors: Joselice Almeida Góis, Cleide Lucilla Carneiro Santos, Núbia Samara Caribé de Aragão, Gabriella Bené Barbosa, Mônica de Andrade Nascimento, Carlito Lopes Nascimento Sobrinho
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Abstract

Estudos apontam que médicos intensivistas podem sofrer com estresse crônico e insatisfação em relação à sua atividade laboral, o que pode gerar desgaste físico e mental nesses trabalhadores. O objetivo deste trabalho é estimar a prevalência e investigar a associação entre os aspectos psicossociais do trabalho e a síndrome de burnout em médicos trabalhadores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma cidade da Bahia. Este é um estudo epidemiológico de corte transversal, em uma população de 53 médicos trabalhadores de terapia intensiva na cidade de Feira de Santana, Bahia. Um questionário autoaplicável avaliou dados sociodemográficos, características do trabalho, aspectos psicossociais do trabalho e a síndrome de burnout por meio do Maslach Burnout Inventory (MBI). A prevalência da síndrome de burnout foi de 45,3%. A exaustão emocional foi a dimensão mais afetada entre os trabalhadores estudados, 45,0%. Observou-se associação entre os aspectos psicossociais do trabalho (modelo demanda-controle), principalmente nas situações de alta exigência (alta demanda e baixo controle) e de trabalho passivo (baixa demanda e baixo controle), e a síndrome de burnout. Observou-se elevada prevalência da síndrome de burnout entre os médicos intensivistas estudados. Além disso, foi observada associação entre os aspectos psicossociais de trabalho (modelo demanda-controle), principalmente nas situações de alta exigência e trabalho passivo, confirmando a principal predição desse modelo.

Fields of Study & Subjects

Occupational Health and Burnout Healthcare professionals’ stress and burnout Stress and Burnout Research

Publication details

Journal / source
Revista Baiana Saúde Pública
Volume
49
Issue
1
Publication date
14 January 2026