VIVÊNCIAS DA MÃE E DOS PROFISSIONAIS DE REFERÊNCIA DA RAPS DE UM USUÁRIO EM PORTA GIRATÓRIA
Abstract
A reforma psiquiátrica e a atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) trouxeram inúmeros avanços no campo da saúde mental. Contudo, a visão hospitalocêntrica permanece arraigada na prática clínica e no social, prejudicando usuários, familiares e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Portanto, o presente artigo objetivou analisar, por meio do método de estudo de caso e da análise de conteúdo, as vivências e impasses enfrentados por um familiar e profissionais de referência de um usuário no fenômeno da porta giratória e as questões colocadas para RAPS. A análise apontou a dificuldade de consolidação de políticas da reforma psiquiátrica diante de um fenômeno que reflete a persistência da lógica manicomial nas moralidades e na rede de atenção psicossocial. A sobrecarga de familiares e de profissionais, a internação ainda percebida como principal recurso terapêutico e a falta de vínculo entre usuários, famílias e serviços, expressa a necessidade de mudanças estruturais no sistema de saúde, na articulação em rede, no fortalecimento de vínculos e no protagonismo de usuários que rompam com a lógica excludente na saúde mental.
Fields of Study & Subjects
Psychiatric care and mental health services
Family Caregiving in Mental Illness
Historical Psychiatry and Medical Practices
Publication details
- Journal / source
- Psicologia e Saúde em Debate
- Volume
- 12
- Issue
- 1
- Pages
- 277–294
- Publication date
- 10 February 2026
- Language
- PT