Meu ato criminoso é realizar filmes

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Authors: Isadora Ortiz Coelho
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Abstract

O livro “Meu ato criminoso é realizar filmes”: a construção do narrador na Trilogia do Luto, de Cristiano Burlan, escrito por Luís Fellipe, publicado em 2024 pela Editora Multifoco, investiga como o luto e a perda moldam a construção do narrador em três filmes dirigidos por Burlan: Construção (2006), Mataram meu irmão (2013) e Elegia de um crime (2018). A pesquisa parte da hipótese de que o cinema de Burlan não apenas documenta a dor pessoal, mas também reinventa o papel do narrador no ensaio cinematográfico. O autor busca compreender a subjetividade que permeia a construção narrativa em filmes de caráter documental. Utilizando uma metodologia de análise fílmica e dialogando com autores como Walter Benjamin e Theodor Adorno, Luís Fellipe examina a fragmentação das narrativas e o uso de memórias íntimas no cinema. Seus resultados indicam que o cinema de Burlan transcende o tradicional papel do documentário, criando uma forma de arte que desafia os limites entre ficção e realidade. O livro conclui que a obra de Burlan oferece um modelo único de ensaio cinematográfico, onde o narrador atua como mediador de experiências individuais e coletivas de dor, promovendo novas formas de engajamento emocional e reflexão crítica sobre o luto e a memória.

Fields of Study & Subjects

Memory Trauma and Testimony Arts and Performance Studies Urban and sociocultural dynamics

Publication details

Journal / source
Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
Volume
14
Issue
2
Publication date
5 January 2026
Language
PT