A CONVERGÊNCIA TÁTICA EM CENÁRIOS DE HIPERVIOLÊNCIA: O PAPEL DO PRIMEIRO INTERVENTOR FRENTE ÀS AMEAÇAS HÍBRIDAS DE ATAQUES ATIVOS E ARTEFATOS EXPLOSIVOS
Abstract
A segurança pública brasileira atravessa um momento de inflexão doutrinária, impulsionada pela transnacionalização de táticas terroristas e pela adaptação de organizações criminosas locais a modalidades de Novo Cangaço e Ataques Ativos. O presente artigo científico tem por escopo analisar a atuação do Primeiro Interventor, o policial de radiopatrulha, em incidentes críticos que combinam agressão letal imediata e o uso de explosivos improvisados. A tese defendida sustenta que o modelo clássico de Gerenciamento de Crises Estáticas, baseado no isolamento perimétrico e no aguardo de tropas especiais, tornou-se obsoleto para mitigar danos em eventos dinâmicos de alta letalidade. Por meio de revisão bibliográfica e documental, com ênfase nas produções dos Centros de Altos Estudos de Segurança (CAES) e manuais técnicos, demonstra-se a imperiosidade de capacitar o efetivo convencional na doutrina de Concepção Imediata do Perigo e na identificação preliminar de explosivos. Conclui-se que a sobrevivência em cenários de ameaças híbridas depende da descentralização da competência tática, transformando o policial da ponta em um agente de resposta integral.
Fields of Study & Subjects
Policing Practices and Perceptions
Terrorism
Counterterrorism
and Political Violence
Crime
Illicit Activities
and Governance
Publication details
- Journal / source
- Revista Políticas Públicas & Cidades
- Volume
- 15
- Issue
- 1
- Pages
- e3116–e3116
- Publication date
- 29 January 2026