QUEM CUIDA DE QUEM CUIDA?

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Authors: Marluce Cristina Araújo Silva, Natália Wulff Fetter, Thaissa De Oliveira Scerne
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Abstract

Diante dos inúmeros desafios exigidos ao exercermos nossas maternidades mulheres- mães, são colocadas a margem de seus direitos, precisando se encaixarem nos moldes ditados por uma sociedade patriarcal e capitalista, no que tange os processos de gestar- parir-nascer-cuidar. O presente objetiva analisar e refletir a dinâmica do maternar como ato político, bem como, o trabalho realizado pelas Doulas em consonância com esta dinâmica e sua interseccionalidade. Buscaremos, estabelecer conexões com as Micropolíticas e suas Práticas Insurgentes, conceito este que concebe o exercício e o desenvolvimento da autonomia dos sujeitos, sempre na tentativa de analisar cada saber, corpo e objeto, e sua produção de realidade, a partir das relações de poder. Por Práticas Insurgentes, abordaremos a doulagem[1], função a qual nasce de uma legitimidade que transcende a percepção dos modos de gestar-parir-nascer-cuidar, ressaltando como as Doulas[2] são contribuição para a garantia de direitos humanos. Hoje, estamos em um novo momento político, com a criação do PL 3946/2021 da profissionalização, que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania, e ainda, a criação do Projeto da Política Nacional de Cuidados elaborado pelo atual governo Federal. Apresentamos, portanto, a partir de relatos de três Doulas, a doulagem como Tecnologia Leve de Cuidados e seus Processos Insurgentes em Ativismo e Micropolíticas. Concluindo assim, a importância em estudarmos novas estratégias de garantia de direitos humanos, justiça reprodutiva e práticas de bem viver.

Fields of Study & Subjects

Feminism Gender and Intersectionality Maternal and Perinatal Health Interventions Health and Social Inequality

Publication details

Journal / source
Cadernos do PET Filosofia
Volume
16
Issue
31
Pages
224–248
Publication date
2 January 2026