O CONCEITO DE FINITUDE

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Authors: Maria Letícia De Araújo dos Santos, Carliane Cruz Medeiros
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Abstract

Este artigo analisa a ontologia heideggeriana, com foco na investigação da finitude como estrutura fundamental da existência humana. O problema central reside na compreensão de como a morte, vista como possibilidade ontológica e não apenas um evento biológico, pode despertar o Dasein da dispersão inautêntica do cotidiano. A análise parte das categorias de ser-para-a-morte, como ruptura com a impessoalidade, e de temporalidade, compreendida em seus êxtases: o passado como facticidade, o presente como presença resoluta e o futuro como projeto. Conclui-se que a finitude não é uma limitação negativa, mas o horizonte que possibilita a liberdade e a autenticidade. Ao reconhecer a iminência do fim, o indivíduo é convocado a assumir a responsabilidade por suas escolhas e pelo sentido do seu ser, transcendendo a alienação técnica e social contemporânea em direção a uma existência autônoma e plena.

Fields of Study & Subjects

Phenomenology and Existential Philosophy Philosophy Ethics and Existentialism Nietzsche Schopenhauer and Hegel

Publication details

Journal / source
Cadernos do PET Filosofia
Volume
16
Issue
32
Pages
2–13
Publication date
30 January 2026