A Contribuição da Interseccionalidade na Crítica Anticapitalista na Análise das Políticas Sociais: o caso da saúde mental
Abstract
AlvesO capítulo trata da crítica anticapitalista tomando como referência o debate da interseccionalidade (Duarte et al., 2024a), protagonizada pelas feministas negras, para contribuir na análise da política pública de saúde mental em contexto ultraneoliberal do Brasil contemporâneo.A análise toma o debate sobre os marcadores sociais de diferença, como as relações de gênero, sexualidade e a questão racial, para pensar os agravos no cotidiano do trabalho institucional do campo da saúde mental, no âmbito do Estado brasileiro e suas produções, social e histórica, de cisheterossexismo e racismo, na construção, estruturante e estrutural, das relações sociais capitalistas.Para tanto, problematiza-se -frente aos desmontes e retrocessos da referida política pública, no contexto atual do Estado capitalista -a produção das desigualdades sociais, apontadas como questões estruturais dos movimentos e lutas sociais antimanicoloniais (David, 2024).Essas pautas se configuram como anticapitalistas, anticisheterossexistas e antirracista-patriarcal por serem empenhadas por sujeitos em seus pertencimentos de classe, gênero, sexualidade, raça e território, que pela análise dessas intersecções defendem uma gestão democrática das políticas sociais para a maioria da população brasileira, composta, majoritariamente, em sua base piramidal, de mulheres negras.Enfatiza-se, portanto, a radicalidade das desigualdades sociorraciais, de gênero e sexualidade em curso, no tempo presente.
Fields of Study & Subjects
Gender
Health
and Social Inequality
Race
Identity
and Education in Brazil
Feminist Theory and Gender Studies
Publication details
- Journal / source
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- Pages
- 164–183
- Publication date
- 4 February 2026
- Document type
- Book chapter