POLÍTICAS DE DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA - O CASO ESPECÍFICO DA UEMA :
Abstract
Falar sobre políticas institucionais voltadas à diversidade linguística é reconhecer que o Brasil é linguisticamente plural desde sua origem, muito antes da invasão e colonização europeia. Essa pluralidade, que engloba centenas de línguas indígenas e uma vasta gama de variedades do português e de línguas de imigração e de comunidades tradicionais, porém, foi sistematicamente silenciada ao longo da história por políticas de homogeneização linguística que impuseram o português como língua única e legítima. Tais políticas atuaram apagando expressões, saberes e modos de dizer de inúmeros povos e comunidades, tratando a diversidade como obstáculo e não como patrimônio. Essa imposição é vista na literatura como parte intrínseca de um projeto de Estado-Nação centralizador, no qual a norma padrão da língua atua como um mecanismo de controle e exclusão social. Moita Lopes (2002), ao discutir as dinâmicas de poder na linguagem, argumenta que a língua, longe de ser um mero instrumento de comunicação, é um locus de disputa ideológica, consolidando hierarquias e marginalizando aqueles que não se enquadram na norma hegemônica. Da mesma forma, Rajagopalan (2003) ressalta a urgência de uma perspectiva indisciplinar para a Linguística Aplicada, capaz de desnaturalizar esses projetos linguísticos excludentes.
Fields of Study & Subjects
Multilingual Education and Policy
Linguistic and Sociocultural Studies
Linguistics and Education Research
Publication details
- Journal / source
- Revista de Letras Norte mentos
- Volume
- 18
- Issue
- 55
- Pages
- 66–79
- Publication date
- 13 January 2026