E depois do Grande Museu Egípcio?
Abstract
O Grande Museu Egípcio (GME) pretende se tornar o maior museu arqueológico do mundo destinado a uma única civilização. A suntuosa inauguração do megamuseu pretende refutar o argumento da suposta “falta de infraestrutura” para o armazenamento de coleções egípcias, frequentemente mobilizado como justificativa para a não repatriação de objetos reclamados. Como resposta, diversas instituições que armazenam acervos egípcios fora do Egito têm investido em projetos de renovação arquitetônica e expográfica. Frequentemente, tais projetos corroboram para a valorização de objetos contestados na exposição, podendo incorporar na narrativa museológica a crítica decolonial. Entretanto, essas ações podem ser interpretadas como uma estratégia para justificar a permanência de objetos disputados em suas coleções. Adotando metodologia de caráter exploratório e qualitativo, o artigo possui como objetivo principal investigar um caso representativo do fenômeno observado: o interesse egípcio pelo retorno da Estátua de Ramsés II Sentado e a renovação arquitetônica do Museu Egípcio de Turim, encarregada ao escritório OMA + Tabocchini Architecture.
Fields of Study & Subjects
Libraries and Information Services
Cultural Identity and Heritage
Museums and Cultural Heritage
Publication details
- Journal / source
- Imagem Revista de Hist´ória da Arte
- Volume
- 7
- Issue
- 2
- Pages
- 68–99
- Publication date
- 13 January 2026