Entre mito e HQ: quando a sala de aula vira lugar de sentidos no ensino de História
Abstract
Este artigo defende que HQs não são ilustrações auxiliares, mas matrizes de sentido capazes de ensinar História com rigor e imaginação. Portanto da longa duração mítica e da gramática dos quadrinhos, leio Peter Parker, Steve Rogers e Miles Morales como três éticas complementares – indivíduo, serviço público e vizinhança – para discutir representatividade, cidadania e memória. Apoiado em Barthes, Campbell, McCloud, Nadai, Rüsen e Freire, proponho um método de sala de aula que transforma leitura em investigação: análise de enquadramento, paletas e “gutter”, cartografia dos silêncios, cotejo de versões e reescritas situadas, com especial ênfase em Miles (era Obama) como chave para debates de raça, classe, território e linguagem. Mostro o professor como curador-mediador, a avaliação como leitura pública de processo e indico políticas e gestos de baixo custo para sustentar a prática. O resultado: a HQ vira laboratório de democracia e consciência crítica.
Fields of Study & Subjects
Comics and Graphic Narratives
Educator Training and Historical Pedagogy
Gender
Sexuality
and Education
Publication details
- Journal / source
- Brazilian Journal of Development
- Volume
- 12
- Issue
- 2
- Pages
- e85893–e85893
- Publication date
- 25 February 2026
- Language
- PT