A longitudinalidade realmente reduz desfechos negativos na atenção primária à saúde? Evidências sobre mortalidade, hospitalizações e uso de serviços de emergência
Abstract
A longitudinalidade é um dos atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde (APS) e consiste no acompanhamento contínuo do paciente ao longo do tempo por uma equipe de referência. Evidências crescentes demonstram que a presença de vínculos duradouros entre profissionais e usuários está associada à redução de mortalidade, hospitalizações evitáveis e atendimentos de emergência. Estudos internacionais, incluindo uma coorte populacional dinamarquesa publicada em 2022, mostraram que pacientes acompanhados pelo mesmo médico por mais de 15 anos apresentaram risco até 30% menor de morte e 25% menor de internação hospitalar. No Brasil, embora o modelo da Estratégia Saúde da Família (ESF) favoreça a continuidade do cuidado, ainda há desafios para garantir a manutenção do vínculo longitudinal devido à alta rotatividade de profissionais e fragmentação da rede. Esta revisão da literatura tem como objetivo sintetizar as evidências sobre o impacto da longitudinalidade na redução de desfechos negativos na APS, discutindo suas implicações para a organização dos serviços e a política de saúde no contexto brasileiro.
Fields of Study & Subjects
Health
Nursing
Elderly Care
Primary Care and Health Outcomes
Chronic Disease Management Strategies
Publication details
- Journal / source
- Brazilian Journal of Health Review
- Volume
- 9
- Issue
- 1
- Pages
- e84958–e84958
- Publication date
- 7 January 2026