Perfil epidemiológico e fatores de risco das demências no Brasil
Abstract
Introdução: Com o envelhecimento populacional, algumas enfermidades que aparecem com a idade avançada se tornam mais frequentes. Entre as doenças que levam ao comprometimento cognitivo está a demência. Ela pode ser classificada de duas formas: degenerativa ou não degenerativa. A primeira é de origem predominantemente cortical, como a Doença de Alzheimer, que leva a uma atrofia cerebral e é considerada a causa mais comum de demência mundial. Em relação às demências não degenerativas, elas podem ocorrer por problemas vasculares, infecciosos e outros. A demência vascular é considerada a segunda maior causa de demência, e essa enfermidade está associada principalmente a tromboembolismos e acidentes hemorrágicos. Assim, a demência é uma comorbidade multifatorial e com grande importância epidemiológica. Objetivo: O objetivo deste estudo é traçar o perfil epidemiológico e a frequência das demências na população brasileira entre 2010 e 2020, focando na Doença de Alzheimer, Demência Vascular e outras causas, e analisar as variações de prevalência e fatores sociodemográficos associados. Método: Este projeto consiste em um estudo transversal observacional, descritivo e analítico onde foi utilizado dados secundários do serviço de informação do Ministério da Saúde (DataSUS). Foram coletados dados sobre a frequência das demências, o regime, caráter de atendimento, faixa etária e sexo dos indivíduos com demência entre 2010 e 2020. Resultados: O Alzheimer variou a frequência no Brasil de 2010 até 2015, com aumento de 40%. As demências vasculares, apresentaram uma redução e com posterior aumento em 2020, com sua frequência semelhante ao Alzheimer. No perfil socioeconômico, os hospitais públicos e privados receberam mais internação de demência vascular. Os atendimentos eletivos são predominantemente vasculares e os de urgência são por Alzheimer. Sobre o sexo dos indivíduos, os homens são predominantemente internados por demências vasculares, enquanto as mulheres são mais internadas por Alzheimer. Por fim, na faixa etária, revela-se que a frequência dessas doenças aumenta quanto mais avançada a idade, sendo a demência mais dominante o Alzheimer. Conclusão: As demências são muito prevalentes no Brasil e apresentam possíveis fatores epidemiológicos associados a cada uma de suas classificações, tais fatores são de conhecimento importante para avaliação dos riscos à saúde dos indivíduos e para o planejamento de um melhor processo de envelhecimento populacional.
Fields of Study & Subjects
Healthcare during COVID-19 Pandemic
Elder Abuse and Neglect
Academic Research in Diverse Fields
Publication details
- Journal / source
- Brazilian Journal of Health Review
- Publisher
- Brazilian Journals
- Volume
- 9
- Issue
- 1
- Pages
- e85346–e85346
- Publication date
- 27 January 2026