Obesidade infantil e microbiota intestinal: evidências atuais sobre composição, determinantes e implicações metabólicas
Abstract
A obesidade infantil configura-se como um desafio global de saúde pública, com sua fisiopatologia cada vez mais vinculada à microbiota intestinal, que atua na regulação do metabolismo energético e na homeostase imunológica. Esta revisão integrativa, baseada nas diretrizes PRISMA 2020, analisou criticamente evidências científicas de estudos publicados entre 2015 e 2025 sobre a relação entre obesidade e microbiota, abordando mecanismos fisiopatológicos e intervenções. Os achados indicam que crianças com obesidade apresentam disbiose intestinal, marcada pelo aumento da razão Firmicutes/Bacteroidetes e redução da diversidade microbiana. Fatores como o parto vaginal e o aleitamento materno exclusivo mostraram-se protetores ao promoverem a colonização por Bifidobacterium e Lactobacillus, enquanto alimentos ultraprocessados e antibióticos favorecem um fenótipo obesogênico via endotoxemia metabólica. Embora probióticos e prebióticos possuam plausibilidade biológica, as evidências clínicas para recomendações pediátricas ainda são heterogêneas. Conclui-se que a microbiota é um mediador central na obesidade, sendo essenciais intervenções nos primeiros 1.000 dias de vida, com foco no aleitamento materno e padrões alimentares saudáveis para a programação metabólica.
Fields of Study & Subjects
Gut microbiota and health
Infant Nutrition and Health
Probiotics and Fermented Foods
Publication details
- Journal / source
- Brazilian Journal of Health Review
- Volume
- 9
- Issue
- 1
- Pages
- e85464–e85464
- Publication date
- 2 February 2026