CAMPOS, Diogo Ribeiro de – D. Sebastião Leite de Vasconcelos: o apóstolo da bondade

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Authors: Carlos A. Moreira Azevedo
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Abstract

O livro pretende celebrar o centenário da morte do portuense Dom Sebastião Leite de Vasconcelos , fundador da Oficina de São José, no Porto e bispo de Beja (eleito a 1-8-1907 -20-01-1911).Estamos perante um texto de teor panegírico, mais do que histórico, ainda que congregue alguns dados biográficos rigorosos e fundamentados.A grande base de informação, amplamente citada, é o opúsculo de homenagem, publicado em 1925, e o processo judicial da Direção-Geral da Justiça e dos Cultos (1909)(1910)(1911)(1912)(1913)(1914)(1915)(1916)(1917)(1918)(1919)(1920)(1921)(1922)(1923)(1924)(1925)(1926).O jovem historiador Diogo Ribeiro de Campos, parente do homenageado, inicia por descrever as origens familiares e traçar o percurso académico desde o Colégio dos Órfãos e Colégio de Campolide em Lisboa, até ao Seminário Maior do Porto, sendo ordenado a 15 de novembro de 1874.Divide o exercício do ministério presbiteral em três fases: pregador, confessor e visitador de reclusos da Cadeia da Relação; funcionário da Câmara Eclesiástica da diocese do Porto e fundador da Oficina de São José (1880), com Estatutos aprovados em 1887.O Autor menciona alguns dados do processo episcopal de Sebastião Leite de Vasconcelos, por mim encontrados no Arquivo Apostólico Vaticano.Seria muito interessante e fundamental consultar todo o longo processo (AAV -Archivio Nunziatura Lisbona 370, fasc. 1, ff. 160-310v).Aí se conservam muitas cartas do deão de Sé do Porto e futuro bispo de Coimbra Manuel Luis Coelho da Silva, contrárias à ordenação.O bispo D. António Barroso foi salomónico, na carta enviada à Nunciatura, a 1 de junho de 1907, por mim publicada, mas o Núncio Giulio Tonti não atendeu, pois a apresentação real era já pública.O bispo do Porto, ao afirmar que o deão era incapaz de caluniar confirma as suas informações, mas atenua-as, alegando a diferença de opiniões provindas de carateres opostos (p.41).Parece-me errar Diogo Campos ao escrever: «no que tange às apreciações transmitidas a D. António Barroso, tudo se viria a revelar um desacerto» (p.42).As acusações foram enviadas para a Nunciatura e não a Barroso e são graves.Informo e acrescento que o processo formal do P. Sebastião para bispo conserva-se mais adiante (ANL 370, fasc, 4, ff.161-185).Foram testemunhas ouvidas na Nunciatura: os jesuítas Luís Gonzaga Cabral e João Serafim Gomes, sobre a pessoa; e sobre a diocese: P. Amadeu Guerreiro Fontes Ruas (03-12-1907) e Pedro Velasco Vieira Pimentel, general (05-12-1907).Diogo Ribeiro de Campos oferece a narrativa da ordenação episcopal na Sé do Porto no dia 2 de fevereiro de 1908, dia seguinte ao regicídio em Lisboa.Entrou solenemente em Beja a 11 de março.Existia uma triste situação no Seminário, dominado desde 1891 por dois irmãos P. José Maria Ançã e Manuel Ançã, indignos, ambos com filhos.O vigário pró-capitular, após

Fields of Study & Subjects

Catholicism and Religious Studies Biographical and Historical Analysis Medieval and Early Modern Iberia

Publication details

Journal / source
Lusitânia sacra
Publication date
14 January 2026
Language
PT