jornais alternativos e a legitimidade política da juventude comunista
Abstract
A Era Vargas caracterizou-se pela acentuada criminalização do dissenso. Qualquer forma de contestação à ordem estabelecida era objeto de repressão por parte da Delegacia de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS/SP), a polícia política da época. Nesse contexto, o comunismo figurou entre as culturas políticas mais perseguidas. No seio dessa repressão, a Juventude Comunista, órgão do Partido Comunista do Brasil (PCB) voltado ao público infantojuvenil, atuou política e ideologicamente por meio de diferentes jornais alternativos. Sua estratégia consistia em legitimar as próprias ações e deslegitimar as dos adversários, ao mesmo tempo em que fortalecia a coesão identitária e doutrinária entre seus ativistas. O objetivo deste artigo é analisar as estratégias empregadas pela Juventude Comunista para promover a circularidade cultural de suas ideias nas diversas camadas da sociedade brasileira. Uma leitura desses periódicos revela a constante prática da crítica. Embora a qualidade dos textos publicados variasse consideravelmente, dada a forma de trabalho, e a carga emotiva apresentasse grande diversidade, todos eles compartilhavam a construção de seus argumentos com base em pressupostos ideológicos.
Fields of Study & Subjects
Brazilian cultural history and politics
Communism
Protests
Social Movements
Media
Journalism
and Communication History
Publication details
- Journal / source
- Fênix Revista de História e Estudos Culturais
- Volume
- 22
- Issue
- 2
- Pages
- 446–473
- Publication date
- 8 February 2026