Corpos Invisíveis: Racismo Institucional e Saúde de Docentes Negras no Ensino Superior
Abstract
Objetivo: A docência no ensino superior brasileiro é atravessada por estruturas de racismo, colonialismo e desigualdades que impactam a representação, as condições de saúde e a permanência de mulheres negras na academia. Este estudo tem como objetivo analisar como a política institucional de saúde se manifesta ou se omite diante das desigualdades de raça e gênero na Universidade Federal de Alagoas. Método: O referencial teórico baseia-se em debates sobre interseccionalidade, gênero, raça e saúde do trabalhador no serviço público. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e documental, que examinou normativas, relatórios públicos, dados institucionais e informações disponíveis no Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos, além da estrutura e ações do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS/UFAL). Resultados: Os resultados indicam predominância do enfoque pericial, fragilidade na transparência ativa, ausência de dados racializados, inexistência de políticas interseccionais e invisibilidade das docentes negras no planejamento em saúde. Tais lacunas reforçam desigualdades estruturais e limitam o acesso ao cuidado integral. Conclusão: Conclui-se que é urgente instituir uma coordenação interseccional de saúde, aderir ao Programa Pró-Equidade e criar mecanismos permanentes de escuta racializada, contribuindo para a promoção da equidade e para ambientes de trabalho mais saudáveis no ensino superior.
Fields of Study & Subjects
Race
Identity
and Education in Brazil
Gender
Health
and Social Inequality
Occupational Health and Burnout
Publication details
- Journal / source
- Saúde Coletiva (Barueri)
- Volume
- 17
- Issue
- 104
- Pages
- 19158–19169
- Publication date
- 29 January 2026