Fibrilação Atrial: Fisiopatologia, Manifestações Clínicas, Estratégias Diagnósticas e Abordagem Terapêutica Atual

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Authors: Helio Hayato Guimarães Hiwatashi, Diana Pádua Prates Brock, Luiza Festugato Cunha, João Pedro De Paiva Arruda, Amanda Simon Puziski, Livia Gonçalves Bertazzo, Wesla Suzy Praxedes, Hellen Valessa Gomes Catarina Sobral, Arthur Rodrigues da Cunha Siqueira, Luiza Roderjan Malucelli, Juliana Rea da Cruz, José Ed Moura de Miranda
+2 more Victor Afonso Pavei Dagostim, Gustavo Barros Tambelli Pires
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Abstract

Introdução: A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais frequente na prática clínica, associada a aumento significativo de morbimortalidade, sobretudo por acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e declínio funcional. Sua prevalência cresce com o envelhecimento populacional e com a maior incidência de comorbidades cardiovasculares, como hipertensão arterial, doença arterial coronariana e valvopatias. Nas últimas décadas, avanços no entendimento da fisiopatologia, no diagnóstico e nas opções terapêuticas permitiram uma abordagem mais individualizada, alinhada às diretrizes internacionais e nacionais. Objetivo: Descrever os principais aspectos da fibrilação atrial, abordando sua fisiopatologia, manifestações clínicas, estratégias diagnósticas e as abordagens terapêuticas atualmente recomendadas pelas principais sociedades médicas. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em diretrizes e consensos recentes de sociedades de cardiologia de renome, incluindo publicações internacionais e brasileiras, além de estudos clínicos relevantes sobre fibrilação atrial. Foram priorizados documentos atualizados e amplamente utilizados na prática clínica, com foco em evidências consolidadas e aplicáveis ao manejo contemporâneo da FA. Discussão e Resultados: A fisiopatologia da FA envolve mecanismos complexos, como remodelamento elétrico e estrutural atrial, inflamação e fibrose, que favorecem a manutenção da arritmia. Clinicamente, a FA pode ser assintomática ou manifestar-se por palpitações, dispneia, fadiga, tontura ou intolerância ao esforço, sendo comum o diagnóstico incidental. O eletrocardiograma é o método diagnóstico fundamental, complementado por monitorização ambulatorial em casos intermitentes. A abordagem terapêutica atual baseia-se em três pilares: controle do risco tromboembólico, controle da frequência ou do ritmo cardíaco e manejo das comorbidades associadas. A anticoagulação oral, indicada conforme escores de risco, é essencial na prevenção de eventos embólicos. O controle da frequência é frequentemente suficiente para alívio sintomático, enquanto o controle do ritmo, por fármacos ou ablação por cateter, é reservado a pacientes selecionados, visando melhora da qualidade de vida e, em contextos específicos, prognóstico. Conclusão: A fibrilação atrial representa um desafio clínico relevante, exigindo abordagem abrangente e individualizada. O manejo adequado, fundamentado em diretrizes atualizadas e na estratificação de risco, é determinante para reduzir complicações, melhorar sintomas e otimizar desfechos clínicos, reforçando a importância do seguimento contínuo e do cuidado multidisciplinar.

Fields of Study & Subjects

Atrial Fibrillation Management and Outcomes Cardiac Arrhythmias and Treatments Cardiovascular and Diving-Related Complications

Publication details

Journal / source
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Volume
8
Issue
1
Pages
759–772
Publication date
26 January 2026