A morte contra o apocalipse em Manuel de Freitas
Abstract
O artigo analisa a poesia de Manuel de Freitas como reflexo crítico da sociedade contemporânea, marcada pelo esvaziamento de sentido e pela mercantilização da linguagem. Sua obra explora um futuro não redentor, mas apocalíptico, suspendendo a existência entre vida e sobrevivência. A linguagem poética de Freitas tensiona-se entre a comunicação e seu esgotamento, resistindo à lógica do capitalismo neoliberal. Dialogando com Guy Debord e Pelbart, o texto discute como a vida nua e a sobrevida são representadas na poesia, contrastando com a espetacularização. A violência e a morte em Freitas surgem como antídotos à precariedade da vida contemporânea, enquanto sua escrita, embora descrente, persiste como gesto de resistência. A poesia freitiana, ao valorizar o ínfimo e o efêmero, confronta a sociedade do espetáculo, reafirmando a finitude como condição humana e possibilidade de comunidade.
Fields of Study & Subjects
Poetry Analysis and Criticism
Literature
Culture
and Criticism
French Literature and Poetry
Publication details
- Journal / source
- Convergência Lusíada
- Volume
- 37
- Issue
- 55
- Pages
- 129–147
- Publication date
- 11 January 2026
- Language
- PT