Estudar os indígenas ou estudar com os indígenas?

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Authors: João Gabriel da Silva Ascenso
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Abstract

Esse artigo parte de um mapeamento da diversidade de críticas que a epistemologia eurocêntrica sofreu da segunda metade do século XX em diante, bem como das teorizações que foram desenvolvidas a partir dessas críticas, para refletir sobre as respostas que foram dadas por vozes latino-americanas à violência colonial. Tais vozes desestruturam tanto o princípio do progresso e do fim da história quanto partições importantes no cânone do pensamento ocidental: natureza/cultura, razão/sensibilidade, civilização/barbárie, sujeito/objeto. A partir daí, o diálogo com intelectuais indígenas (Ailton Krenak, Davi Kopenawa) e de ascendência indígena (Gloria Anzaldúa, Silvia Rivera Cusicanqui) nos permite pensar uma “dialética sem síntese” e a busca por formas de diplomacia que não concorram para uma “paz perpétua”, mas para “pazes provisórias”, articulando humanos e não humanos. A reflexão vai em direção à proposta de quatro caminhos a partir dos quais podemos pensar uma prática científica menos colonial.

Fields of Study & Subjects

Decolonial Thought and Epistemologies Latin American Cultural Politics Indigenous Studies in Latin America

Publication details

Journal / source
Revista Eletrônica da ANPHLAC
Volume
25
Issue
40
Pages
514–551
Publication date
14 January 2026