Estudar os indígenas ou estudar com os indígenas?
Abstract
Esse artigo parte de um mapeamento da diversidade de críticas que a epistemologia eurocêntrica sofreu da segunda metade do século XX em diante, bem como das teorizações que foram desenvolvidas a partir dessas críticas, para refletir sobre as respostas que foram dadas por vozes latino-americanas à violência colonial. Tais vozes desestruturam tanto o princípio do progresso e do fim da história quanto partições importantes no cânone do pensamento ocidental: natureza/cultura, razão/sensibilidade, civilização/barbárie, sujeito/objeto. A partir daí, o diálogo com intelectuais indígenas (Ailton Krenak, Davi Kopenawa) e de ascendência indígena (Gloria Anzaldúa, Silvia Rivera Cusicanqui) nos permite pensar uma “dialética sem síntese” e a busca por formas de diplomacia que não concorram para uma “paz perpétua”, mas para “pazes provisórias”, articulando humanos e não humanos. A reflexão vai em direção à proposta de quatro caminhos a partir dos quais podemos pensar uma prática científica menos colonial.
Fields of Study & Subjects
Decolonial Thought and Epistemologies
Latin American Cultural Politics
Indigenous Studies in Latin America
Publication details
- Journal / source
- Revista Eletrônica da ANPHLAC
- Volume
- 25
- Issue
- 40
- Pages
- 514–551
- Publication date
- 14 January 2026