Como cuidar de quem cuida? Abusos e vulnerabilidade entre profissionais do SUS
Abstract
Com base no contexto da feminização da força de trabalho no SUS e das condições laborais precárias que expõem os profissionais, particularmente mulheres, a situações de vulnerabilidade, este estudo transversal e observacional objetivou investigar a prevalência de abusos entre profissionais de saúde de Volta Redonda-RJ. Com aprovação do Comitê de Ética (CAAE: 83312424.7.0000.5237), a pesquisa incluiu 340 participantes e utilizou questionário eletrônico autoaplicável entre setembro e novembro de 2024. A análise estatística empregou teste Qui-quadrado de Pearson para comparações iniciais, seguido por regressão logística univariada com cálculo de Odds Ratio (OR) e intervalos de confiança de 95%, processados no software R versão 4.3.1. Os resultados demonstraram prevalência global de 33,5% de abusos. A análise por Qui-quadrado revelou diferença significativa na distribuição por sexo (p=0,014), com mulheres apresentando 38,8% de prevalência contra 20,5% em homens. Mulheres apresentaram aproximadamente o dobro de chances de sofrer abusos em comparação com homens (OR=2,14; IC95%:1,05-4,58; p=0,041). Não houve diferença significativa por raça/cor (p=0,862 no Qui-quadrado; OR=1,11; IC95%:0,62-1,98; p=0,721 na regressão). Identificou-se gradiente de risco conforme tempo de serviço, com ORs progressivamente maiores atingindo 4,39 para profissionais com mais de 10 anos de serviço. A análise de saúde mental revelou uma relação bidirecional significativa, na qual profissionais que autoavaliaram sua saúde mental como "não boa" apresentaram quase o triplo de chances de relatar abusos (OR=2,71; IC95%:1,65-4,46; p
Fields of Study & Subjects
Workplace Violence and Bullying
Occupational Health and Burnout
Intimate Partner and Family Violence
Publication details
- Journal / source
- Tudo é Ciência.
- Publication date
- 15 January 2026