FATORES DE RISCO PSICOSSOCIAL DO TRABALHO, PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS E PRESENTEÍSMO EM PROFESSORES MUNICIPAIS

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Authors: Maria Luiza Gava Schmidt
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Abstract

RESUMO: Os fatores de risco psicossocial no trabalho, emergem da interação dos trabalhadores/ras com os aspectos das condições de trabalho, organização do trabalho e relações socioprofissionais dos contextos laborais. Estudos apontam que professores são uma das categorias profissionais mais expostas a estes fatores. A forma como o trabalho é realizado pode ter consequências protetivas ou de risco (agravo) à saúde dos trabalhadores, visto que tais fatores por não serem visíveis, mensuráveis ou palpáveis, tem ganhado relevância pelo aumento de processos (psico)patológicos que tem levado a afastamentos decorrentes dessas causas. A crescente desses agravos contribui para o afastamento (e por vezes incapacitação) dos trabalhadores de suas atividades, bem como para o aumento dos custos previdenciários e sociais decorrentes desses adoecimentos relacionados à organização do trabalho.Na última década, estudos com professores apontam para prevalência ou possibilidade de agravo à saúde mental, de 17 a 54% desta população, em decorrência da atuação profissional. Fatores como salário, reconhecimento, condições de trabalho, e relações com alunos e a gestão escolar explicam tal prevalência e apontam para a multicausalidade desses riscos/agravos. Frente a isso, o estudo se propõe a identificar a existência e quais são os principais fatores psicossociais envolvidos na prática profissional, e, qual a realidade de professores municipais, frente aos quadros sintomáticos de saúde mental e do presenteísmo. Ao que, então, se almeja que o reconhecimento de tais riscos psicossociais represente um avanço na proteção à saúde dos trabalhadores/trabalhadoras, de modo que os resultados do projeto possam contribuir para o desenvolvimento de ações protetivas à saúde mental de professores e professoras.Assim, delineia-se que o professor exposto a riscos psicossociais no trabalho apresentaria maiores indicadores de prevalência de Transtorno Mental Comum (TMC), tanto quanto de Presenteísmo, visto que tais fatores acometem de forma mais ressaltada, grupos ocupacionais que atuam diretamente com cuidados, atenção e demais atividades laborais com pessoas, como nas áreas de educação, saúde e segurança, dentre eles, os professores.Para tanto, o projeto seguirá um percurso metodológico misto, com utilização de quatro instrumentos quanti-qualitativos ( Questionário Sociodemográfico e Funcional (QSF, Reporting Questionnaire (SRQ-20), Presenteeism Scale (SPS-6), e Medida de Fatores de Risco Psicossociais Brasileira (FRP-BR), com os resultados fundamentados na revisão bibliográfica, análise estatística e no referencial teórico da Psicodinâmica do Trabalho ,abordagem que analisa os fenômenos subjetivos do trabalho, destacando a constituição e desenvolvimento das relações de prazer e sofrimento (mental) no ambiente laboral. ABSTRACT:Psychosocial risk factors at work emerge from the interaction between workers and working conditions, work organization and socio-professional relationships in labor contexts. Studies indicate that teachers are one of the professional categories most exposed to these factors. The work can have protective or risk (harm) consequences to workers’ health, since these factors are not visible, measurable or palpable, and have gained relevance due to the increase in (psycho)pathological processes that have resulting in led to. The growth of these injuries contributes to the removal (and sometimes incapacitation) of workers from their activities, as well as to the increase in social security and social costs resulting from these work’s organization illnesses related. In the last decade, studies with teachers point to the prevalence or possibility of harm to mental health, from 17 to 54% of this population, as a result of professional activity. Factors such as salary, recognition, working conditions, and relationships with students and school management explain such prevalence and point to the multicausality of these risks/injuries.The study proposes to identify the existence and what are the main psychosocial factors involved in professional practice, and also, what is the reality of different groups of teachers, facing the symptomatic pictures of mental health and presenteeism. Therefore, it is hoped that the recognition of such psychosocial risks represents a step forward in protecting the health of these workers, so that the results of the project can contribute to the development of protective actions for the teachers’ mental health. Thus, it is outlined that the teacher exposed to psychosocial risks at work would present higher prevalence indicators of Common Mental Disorder (CMD), as well as Presenteeism, since such factors affect in a more highlighted way, occupational groups that work directly with care, attention and other work activities with people, such as in the areas of education, health and safety, including teachers. To this end, the project will follow a mixed methodological path, using quantitative and qualitative instruments, with the support of a bibliographical review, statistical and content analysis, highlighted by Dejours’ Psychodynamics of Work, which analyzes the subjective phenomena of the work, focusing the constitution and development of relationships of pleasure and suffering (mental) in the work environment.

Fields of Study & Subjects

Occupational Health and Burnout Workplace Health and Well-being Emotional Labor in Professions

Publication details

Journal / source
California Digital Library
Publication date
1 January 2026
Language
EN