“Não é It Girl, é It Favela!”, a mobilização da identidade de Tasha e Tracie a partir da moda.

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Authors: Raissa Clauss rodrigues
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Abstract

A moda desempenha um papel reconciliador entre os desejos de socialização e individualização, funcionando como um símbolo das diferentes classes sociais. Esse fenômeno se expressa nos modos de se vestir, que criam distâncias sociais e hierarquizam os grupos. No contexto brasileiro, onde a maioria das pessoas das classes baixas são não-brancas, a hierarquização da moda transcende as barreiras de classe e se incorpora às dimensões raciais. Nos deparamos com a estética Mandrake, representando não só uma forma de se vestir, uma forma de se portar, nas favelas paulistanas. Tomando como estudo de caso a trajetória das rappers Tasha e Tracie Okereke, atuais ícones do estilo Mandrake, analisa-se como elas utilizam a moda e a música como ferramentas de agência e afirmação. O estudo acompanha sua atuação multifacetada, desde o blog de moda Expensive $hit e a posse de hip-hop MPIF até sua consolidação no cenário musical e em campanhas publicitárias. Deste modo, neste projeto, pretendo compreender como identidades periféricas e negras são elaboradas a partir da moda, tomando foco da investigação a atuação multifacetada das irmãs Tasha e Tracie.

Fields of Study & Subjects

Fashion and Cultural Textiles Youth Culture and Social Dynamics Cultural and Historical Studies

Publication details

Journal / source
California Digital Library
Publication date
1 January 2026
Language
EN