“Não é It Girl, é It Favela!”, a mobilização da identidade de Tasha e Tracie a partir da moda.
Abstract
A moda desempenha um papel reconciliador entre os desejos de socialização e individualização, funcionando como um símbolo das diferentes classes sociais. Esse fenômeno se expressa nos modos de se vestir, que criam distâncias sociais e hierarquizam os grupos. No contexto brasileiro, onde a maioria das pessoas das classes baixas são não-brancas, a hierarquização da moda transcende as barreiras de classe e se incorpora às dimensões raciais. Nos deparamos com a estética Mandrake, representando não só uma forma de se vestir, uma forma de se portar, nas favelas paulistanas. Tomando como estudo de caso a trajetória das rappers Tasha e Tracie Okereke, atuais ícones do estilo Mandrake, analisa-se como elas utilizam a moda e a música como ferramentas de agência e afirmação. O estudo acompanha sua atuação multifacetada, desde o blog de moda Expensive $hit e a posse de hip-hop MPIF até sua consolidação no cenário musical e em campanhas publicitárias. Deste modo, neste projeto, pretendo compreender como identidades periféricas e negras são elaboradas a partir da moda, tomando foco da investigação a atuação multifacetada das irmãs Tasha e Tracie.
Fields of Study & Subjects
Fashion and Cultural Textiles
Youth Culture and Social Dynamics
Cultural and Historical Studies
Publication details
- Journal / source
- California Digital Library
- Publication date
- 1 January 2026
- Language
- EN