Recuperação ou degradação ambiental?

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Authors: Mayara Suellen Costa Bessa, Davison Márcio Silva de Assis
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References: 6

Abstract

O histórico de impactos ambientais gerados pelas atividades de pecuária e mineração no Bico do Papagaio, no extremo norte do estado do Tocantins, gerou expropriações de comunidades tradicionais dos seus locais de origem, acarretando vários prejuízos como, por exemplo, a perda de pertencimento, e desenvolvimento de disputas territoriais dentro desses espaços. Hoje, na tentativa de recuperação dessas áreas degradadas, o reflorestamento por monoculturas liderado pelas empresas Suzano e Nobleinvest, aparece como uma solução dessas problemáticas ambientais, contudo, é apenas uma nova forma de continuar expropriando essas pessoas que habitam por séculos nesses territórios. Diante dessas considerações, o presente trabalho tem por objetivo investigar a percepção ambiental das comunidades Cocalinho e Sete Barracas sobre o significado do reflorestamento para ambos os envolvidos. Para alcançar o objetivo, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com as duas comunidades e as empresas. A pesquisa revelou que as empresas causaram e ainda provocam vários processos de acumulação por espoliação, mas especialmente por meio dos desmatamentos realizados para a limpeza dos terrenos nas áreas destinadas à plantação de seus monocultivos, criam um mecanismo que expropria os modos e meios de vida dessas pessoas.

Fields of Study & Subjects

Extractivism and Socioeconomic Issues Conservation Biodiversity and Resource Management Agriculture Land Use Rural Development

Publication details

Journal / source
Revista Rural & Urbano
Volume
10
Issue
1
Pages
18–39
Publication date
15 January 2026