Recuperação ou degradação ambiental?
Abstract
O histórico de impactos ambientais gerados pelas atividades de pecuária e mineração no Bico do Papagaio, no extremo norte do estado do Tocantins, gerou expropriações de comunidades tradicionais dos seus locais de origem, acarretando vários prejuízos como, por exemplo, a perda de pertencimento, e desenvolvimento de disputas territoriais dentro desses espaços. Hoje, na tentativa de recuperação dessas áreas degradadas, o reflorestamento por monoculturas liderado pelas empresas Suzano e Nobleinvest, aparece como uma solução dessas problemáticas ambientais, contudo, é apenas uma nova forma de continuar expropriando essas pessoas que habitam por séculos nesses territórios. Diante dessas considerações, o presente trabalho tem por objetivo investigar a percepção ambiental das comunidades Cocalinho e Sete Barracas sobre o significado do reflorestamento para ambos os envolvidos. Para alcançar o objetivo, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com as duas comunidades e as empresas. A pesquisa revelou que as empresas causaram e ainda provocam vários processos de acumulação por espoliação, mas especialmente por meio dos desmatamentos realizados para a limpeza dos terrenos nas áreas destinadas à plantação de seus monocultivos, criam um mecanismo que expropria os modos e meios de vida dessas pessoas.
Fields of Study & Subjects
Extractivism and Socioeconomic Issues
Conservation
Biodiversity
and Resource Management
Agriculture
Land Use
Rural Development
Publication details
- Journal / source
- Revista Rural & Urbano
- Volume
- 10
- Issue
- 1
- Pages
- 18–39
- Publication date
- 15 January 2026