Filosofia Coreana
Abstract
A filosofia coreana oferece um campo fértil e ainda pouco explorado de investigação filosófica brasileira, cujas especificidades desafiam as categorias estabelecidas pelas tradições ocidentais. Longe de ser mera recepção passiva de sistemas como o budismo, o confucionismo ou, mais tarde, o pensamento moderno europeu, a filosofia na Coreia desenvolveu articulações próprias, profundamente enraizadas em seu contexto histórico, social e espiritual. No panorama histórico ofrecido por Halla Kim, o neoconfucionismo coreano, por exemplo, não apenas adaptou ideias chinesas, mas gerou debates originais como a controvérsia entre i (princípio) e ki (energia), revelando um interesse metafísico singular que articula ética, cosmologia e política. A recepção do budismo resultou em releituras criativas, especialmente na escola Seon (zen), com ênfase em práticas de iluminação direta e crítica à erudição vazia. Na era moderna, a filosofia coreana não se limitou à assimilação do pensamento ocidental, mas procurou, com densidade crítica, repensar a identidade, a modernidade e os desafios da globalização. Este panorama convida a leitora a descobrir uma tradição viva, cujos pensadores dialogam com o mundo a partir de um solo conceitual próprio.
Fields of Study & Subjects
Japanese History and Culture
Religious Studies and Spiritual Practices
Korean Peninsula Historical and Political Studies
Publication details
- Journal / source
- Kalagatos
- Volume
- 23
- Issue
- 1
- Pages
- eK29007–eK29007
- Publication date
- 3 January 2026