O impacto da viagem ativa no trajeto escolar sobre os níveis de aptidão cardiorrespiratória e de atividade física habitual de adolescentes
Abstract
A atividade física é eficiente no auxílio da manutenção da saúde. Uma opção viável é a viagem ativa caracterizada como qualquer meio de locomoção que exija movimento humano. Este estudo objetivou analisar a influência da viagem ativa nos níveis de aptidão cardiorrespiratória em adolescentes do ensino médio. Realizou-se uma pesquisa de campo com a participação de 205 adolescentes de ambos os sexos. Os participantes foram divididos em quatro grupos: G1 = utilizam viagem ativa e praticam atividade física 43,4%; G2 = utilizam viagem ativa e não praticam, 16,1%; G3 = não utilizam viagem ativa e praticam atividade física, 19,5%; G4 = não utilizam viagem ativa e não praticam atividade física, 21%. Os dados foram coletados por meio do Questionário de Atividade Física Habitual. O volume máximo de oxigênio, o nível de aptidão cardiorrespiratória foi aferido pelo dispositivo Polar V800 e o tipo de transporte identificado por um questionário complementar. O grupo G1 apresentou os maiores índices de atividade física e VO₂máx indicando que a viagem ativa otimizou os indicadores destas variáveis. No grupo G2 observou-se que mesmo com índice insuficiente para considerá-lo fisicamente ativo, há uma superioridade no VO₂máx em relação aos grupos G3 e G4, tal distinção pode estar relacionada ao uso de viagem ativa no trajeto escolar. Apontou-se que a viagem ativa interfere positivamente no VO₂máx dos escolares, otimizando a aptidão cardiorrespiratória. Esta prática regular pode elevar os níveis de AF gerais, revelando-se uma excelente estratégia para o combate ao sedentarismo.
Fields of Study & Subjects
Physical Activity and Health
Urban Transport and Accessibility
Cardiovascular and exercise physiology
Publication details
- Journal / source
- Cadernos Cajuína
- Volume
- 11
- Issue
- 1
- Pages
- e1715–e1715
- Publication date
- 27 January 2026
- Language
- PT