A Inteligência Artificial como estratégia inovadora na educação básica: desafios de um futuro digital para a formação de professores

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Authors: Weslley Mageski da Silva, S. A. P. da Mota, Romário Domingos Ramos, Eduardo Silva Ferreira Machado
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Abstract

Este artigo examina, com base em revisão bibliográfica de abordagem qualitativa e método comparativo, os desafios e as possibilidades da formação inicial de professores da educação básica para o uso pedagógico da inteligência artificial (IA) como estratégia inovadora. A partir de um mapeamento inicial de 18 trabalhos, foram selecionados cinco estudos (Sousa, 2023; Gomes, 2024; Franco, 2024; Severo, 2024; Silva, 2024) segundo critérios de pertinência temática e consistência metodológica. Procedeu-se à análise documental com matriz comparativa (Tabela 2) e à sistematização interpretativa (Tabela 3), articulando evidências empíricas aos referenciais de Freire (1979; 1987; 1996) (educação como práxis emancipatória; crítica ao tecnicismo/ensino bancário), Vygotski (1991) (mediação, instrumentos culturais, ZDP e andaimagens ajustadas) e às diretrizes da UNESCO (2022; 2023) e da BNC-Formação (CNE, 2020) - dimensões: conhecimento, prática e engajamento; cultura digital; centralidade da agência humana e ética de dados. Os resultados convergem em quatro eixos: (i) Percepções docentes — reconhece-se o potencial da IA, mas o uso é incipiente, tensionado por receios sobre autonomia, tecnicização e critérios éticos (Sousa); (ii) Integração curricular — a articulação GG/PLN+IA+BNCC configura via promissora para licenciaturas, desde que evite prescritivismos e garanta mediação crítica (Gomes); (iii) Desenvolvimento profissional — soluções de autoavaliação mediadas por IA (p.ex., ChatEduc) fortalecem processos autorregulatórios (metas, monitoramento, feedback), requerendo validação pedagógica e salvaguardas éticas (Franco); (iv) Práticas em sala de aula — multiletramentos e personalização responsável (jogos/diários com aprendizagem de máquina; aprendizagem baseada em dados) ampliam a agência discente e qualitam intervenções docentes, com atenção à inclusão (ODS 4) e à literacia de dados do professor (Severo; Silva). A discussão, ancorada em Freire (1979; 1987; 1996) e Vygotski (1991), indica que tecnologias não são neutras e que a IA só se legitima educativamente quando integrada como instrumento cultural sob mediação docente, orientada por finalidades humanizadoras e por protocolos ético-pedagógicos. No plano normativo, UNESCO (2022, 2023) e BNC-Formação (CNE, 2020) convergem na exigência de competências digitais críticas e de procedimentos de avaliação responsável das saídas da IA. Conclui-se que a incorporação da IA na formação inicial é viável e desejável quando estruturada em ciclos de autorregulação (planejamento–ação–avaliação), com curricularização de conteúdos de IA/PLN, rotinas de autoavaliação docente, sequências multimodais e learning analytics em chave formativa. Como limitações, reconhece-se o recorte do corpus (cinco estudos nacionais) e a natureza documental da análise. Propõe-se co-projetar e validar, em licenciaturas e residências pedagógicas, a integração curricular de IA/PLN e rotinas de autorregulação docente, com métricas de aprendizagem e protocolos ético-pedagógicos (agência humana, proteção de dados e equidade).

Fields of Study & Subjects

Education during COVID-19 pandemic Knowledge Societies in the 21st Century Scientific Research and Technology

Publication details

Journal / source
Cadernos Cajuína
Publisher
Editoriales Iberoamericanos
Volume
11
Issue
2
Pages
e1926–e1926
Publication date
5 February 2026