O paradigma transumanista na saúde: hibridização homem-máquina por meio de biotecnologias
Abstract
Os transumanistas, entusiastas do desenvolvimento biotecnológico, defendem que o humanismo do iluminismo já valorizava o desenraizamento da natureza (Pearce, 2015, Bostrom, 2003, Buchanan, 2011), os bioconservadores defendem que modificar a dotação biológica anuncia o fim do homem, representando grave ameaça para a integridade da espécie humana tal como é protegida pelos direitos humanos (Fukuyama, 2004, Habermas, 2002). A pesquisa organiza-se em duas fases distintas e complementares: 1- pesquisa teórica com base analítico-descritiva (Bogdan e Biklen, 1994), 2- segunda fase de campo, abordagem qualitativa- descritiva em que, por meio de entrevistas semi-estruturadas, com 18 participantes de quatro estados Brasil e três países, a fim de compreender se suas posições e práticas estão mais voltadas para o bioprogressismo ou para o bioconservadorismo. Por meio dos resultados da pesquisa percebeu se que o transumanismo está mais presente no ideário da biotecnociência do que se imaginava, com muitas práticas na engenharia genética, na biologia molecular, na bioinformática, na inteligência artificial e tantas outras áreas de pesquisa em saúde humana pautadas em argumentos e visões de mundo transumanistas. Por meio dos discursos e análises dos cientistas entrevistados, mesmo expressando preocupações bioéticas, seus posicionamentos concordaram com maior representatividade com as ideias bioprogressistas, do que com o pensamento bioconservador.
Fields of Study & Subjects
Neuroethics
Human Enhancement
Biomedical Innovations
Bioethics and Human Rights Issues
Ethics and bioethics in healthcare
Publication details
- Journal / source
- Cadernos Cajuína
- Volume
- 11
- Issue
- 3
- Pages
- e1892–e1892
- Publication date
- 27 February 2026
- Language
- PT