O paradigma transumanista na saúde: hibridização homem-máquina por meio de biotecnologias

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Authors: Gabriela Eyng Possolli
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Abstract

Os transumanistas, entusiastas do desenvolvimento biotecnológico, defendem que o humanismo do iluminismo já valorizava o desenraizamento da natureza (Pearce, 2015, Bostrom, 2003, Buchanan, 2011), os bioconservadores defendem que modificar a dotação biológica anuncia o fim do homem, representando grave ameaça para a integridade da espécie humana tal como é protegida pelos direitos humanos (Fukuyama, 2004, Habermas, 2002). A pesquisa organiza-se em duas fases distintas e complementares: 1- pesquisa teórica com base analítico-descritiva (Bogdan e Biklen, 1994), 2- segunda fase de campo, abordagem qualitativa- descritiva em que, por meio de entrevistas semi-estruturadas, com 18 participantes de quatro estados Brasil e três países, a fim de compreender se suas posições e práticas estão mais voltadas para o bioprogressismo ou para o bioconservadorismo. Por meio dos resultados da pesquisa percebeu se que o transumanismo está mais presente no ideário da biotecnociência do que se imaginava, com muitas práticas na engenharia genética, na biologia molecular, na bioinformática, na inteligência artificial e tantas outras áreas de pesquisa em saúde humana pautadas em argumentos e visões de mundo transumanistas. Por meio dos discursos e análises dos cientistas entrevistados, mesmo expressando preocupações bioéticas, seus posicionamentos concordaram com maior representatividade com as ideias bioprogressistas, do que com o pensamento bioconservador.

Fields of Study & Subjects

Neuroethics Human Enhancement Biomedical Innovations Bioethics and Human Rights Issues Ethics and bioethics in healthcare

Publication details

Journal / source
Cadernos Cajuína
Volume
11
Issue
3
Pages
e1892–e1892
Publication date
27 February 2026
Language
PT