Matemática e políticas públicas para os povos indígenas do Amapá e Norte do Pará: essa conta não bate!
Abstract
Este artigo examina a conexão entre políticas públicas e Educação Matemática no âmbito da Educação Escolar Indígena, utilizando como referência a Aldeia Curipi do povo Karipuna, localizada na Terra Indígena Uaçá em Oiapoque. Inicia-se com a reflexão sobre a diferença entre os dados oficiais que guiam a criação de políticas públicas e as realidades enfrentadas pelas comunidades indígenas. O objetivo foi entender como as políticas públicas são formadas dentro da aldeia e examinar as percepções de estudantes indígenas da Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal do Amapá sobre esse conceito. O estudo é classificado como qualitativo e descritivo, utilizando como procedimento metodológico a aplicação de questionários com perguntas abertas a estudantes de diferentes etnias da área de Ciências Exatas e da Natureza. A análise das respostas revelou que os participantes vinculam políticas públicas, principalmente, às iniciativas governamentais e à proteção dos direitos sociais, sobretudo nos setores de saúde, educação e infraestrutura, ao passo que reconhecem a continuidade de lacunas estruturais. A Educação Matemática Crítica sustenta que a Matemática, enquanto prática social, poderá ser utilizada como um instrumento analítico para examinar indicadores, estatísticas e processos de distribuição de recursos. Isso contribui para o desenvolvimento de políticas públicas mais equitativas e interculturais, baseadas nas particularidades socioculturais dos povos indígenas.
Fields of Study & Subjects
Migration
Education
Indigenous Social Dynamics
Indigenous Cultures and Socio-Education
Mathematics Education and Pedagogy
Publication details
- Journal / source
- Cadernos Cajuína
- Volume
- 11
- Issue
- 3
- Pages
- e2034–e2034
- Publication date
- 24 February 2026
- Language
- PT