A Origem Microfísica da Tensão de Hubble: O Aliasing Geométrico e a Derivação do Substrato para a Cosmologia Termodinâmica
Abstract
A persistente discrepância de $5\sigma$ entre as medidas locais e primordiais da constante de Hubble ($H_0$) aponta para uma incompletude fundamental no modelo $\Lambda$CDM, sugerindo que a dinâmica cosmológica não é invariante de escala. Enquanto abordagens recentes de Gravidade Termodinâmica (TRG-CGR) descrevem corretamente a aceleração cósmica como um fenômeno de maximização de entropia de horizonte, elas carecem de uma definição do substrato microscópico que carrega esses graus de liberdade. Neste trabalho, resolvemos este défice ontológico aplicando a estrutura da Relatividade Geral como Teoria Quântica (RGTQ). Ao formalizar o espaço-tempo como um Reticulado de Amostragem Covariante sujeito a uma Impedância Geométrica finita ($\alpha$), demonstramos que a expansão do universo induz uma transição de regime na resolução espacial do grafo causal. Derivamos analiticamente que a taxa de atualização de nós no universo tardio sofre efeitos de aliasing geométrico devido à restrição holográfica da superfície de Hubble. Isso resulta numa correção dependente da escala na forma $H_{obs} \approx H_{int} + \mathcal{O}(\alpha/R)$, que reproduz a lei fenomenológica $1/R$ sem introduzir novos campos ou fluidos de energia escura. Concluímos que a Tensão de Hubble não é uma falha observacional, mas a assinatura espectral da granularidade do espaço-tempo e da viscosidade volumétrica do vácuo quântico.
Fields of Study & Subjects
Cosmology and Gravitation Theories
Noncommutative and Quantum Gravity Theories
Relativity and Gravitational Theory
Publication details
- Journal / source
- Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
- Publication date
- 15 January 2026
- Document type
- Preprint