Lei do Estágio Obrigatório de Não-Equilíbrio na persistência histórica de códigos materiais

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Authors: João Carlos Orquiza
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Abstract

Propõe-se uma correção ontológica mínima: o que se chama "vida" não é entidade nem propriedade estável, mas o nome cultural atribuído a um regime físico transitório de não-equilíbrio no qual códigos materiais (por exemplo, ácido desoxirribonucleico e ácido ribonucleico) só persistem historicamente como linhagens porque são continuamente mantidos e retransmitidos. A tese distingue (i) o código-token, instância material degradável, e (ii) o código-linhagem, continuidade histórica do padrão por sucessão de cópias. Daí, a persistência na biosfera é explicada como uma sucessão de estágios obrigatórios de não-equilíbrio: fora do estágio ativo, há risco crescente de degradação informacional e interrupção da retransmissão. Para dialogar com o estado da arte, situo a lei como condição física de possibilidade para (a) a autopoiese (organização que se produz), (b) a teoria da informação (bit) e (c) modelos de origem da vida centrados em gradientes (fluxo), explicitando a ponte "bit-watt". Por fim, aplico a ontologia a dois testes de estresse: (1) o vírus como código em pausa que só persiste ao acoplar-se a um estágio alheio; e (2) o epitélio intestinal como "estabilidade" obtida por alto custo energético em tecido de renovação rápida. Nota de escopo. Neste trabalho, "código material" refere-se especificamente a padrões informacionais biológicos (ácido desoxirribonucleico, ácido ribonucleico e análogos funcionais) na biosfera; extensões a outros replicadores materiais são possíveis, mas exigem análise específica.

Fields of Study & Subjects

Origins and Evolution of Life Philosophy and History of Science Complex Systems and Dynamics

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
15 January 2026
Document type
Preprint