O RURAL COMO REPRESENTATIVO DE BRASIL EM A SUCESSORA, DE CAROLINA NABUCO
Abstract
Tomando o romance A Sucessora, de Carolina Nabuco, como objeto de estudo, a investigação debruça-se sobre a hipótese de a caracterização rural assumir um caráter representativo de brasilidade, como se o que tem origem no campo, no interior do país, fosse mais "brasileiro" que aquilo que é urbano; no caso, aquilo que vê-se no Rio de Janeiro, então capital do país. Faz-se jus observar que este romance foi publicado na Década de 30, comumente referenciada como Segunda Geração do Modernismo e à qual atribui-se como característica notória a verve engajada, ou ainda, de denúncia social, dos seus romances mais conhecidos. O que esta pesquisa visa demonstrar é que, apesar dessas serem questões mais delineadas dentro da obra, o social, na medida em que possa ser entendido como a representação do que é o Brasil e como isto compõe a própria psicologia da personagem, que sente-se inferiorizada por não ter modos estrangeiros, não deixa de ser, também, algo característico da Segunda Geração do Modernismo, não sendo cabível, portanto, a dicotomia estabelecida entre romances "engajados" e "de cunho psicologizante".
Fields of Study & Subjects
Literature
Culture
and Criticism
Modernist Literature and Criticism
Latin American Literature Analysis
Publication details
- Journal / source
- Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
- Publication date
- 18 January 2026