QUANDO O EXCESSO DE PROTEÇÃO VIRA PRISÃO: A SUPERPROTEÇÃO DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA DENTRO DA LÓGICA DE FAMÍLIA CAPITALISTA-CAPACITISTA

Read full text
Authors: Freitas Angélica Ferreira de, Helga Maria Martins de Paula
Cited by: 0

Abstract

Resumo: Da mesma forma que a falta de amor provoca machucados intensos, o excesso dele também pode aprisionar, no caso das mulheres com deficiência ainda mais. O estudo aborda a superproteção de mulheres com deficiência no contexto familiar, evidenciando como atitudes excessivamente protetoras podem limitar sua autonomia e sua participação em experiências afetivas, sexuais e sociais. O objetivo da pesquisa é analisar os efeitos dessas práticas e os mecanismos de resistência adotados por essas mulheres. Parte-se da hipótese de que o excesso de proteção, aliado à negação da adultez, intensifica o isolamento, a infantilização e a dependência familiar, restringindo a tomada de decisões e o acesso a projetos de vida autônomos. A metodologia consiste em revisão de literatura de cunho bibliográfico, considerando estudos sobre deficiência, família, superproteção e direitos das mulheres. Os resultados indicam que a superproteção se manifesta de forma mais intensa a partir da adolescência, limitando relações afetivas, expressão sexual e iniciativas de autonomia. As estratégias de resistência incluem sair da residência familiar, afirmar a autodeterminação e reivindicar publicamente o direito a relações afetivas e sexuais. Conclui-se que apoiar a autonomia das mulheres com deficiência é essencial para superar práticas de infantilização e superproteção, promovendo equidade, liberdade de escolha e realização pessoal. Palavras- chave: Superproteção; Mulheres com deficiência; Autonomia; Infantilização; Direitos. Abstract: Just as a lack of love causes deep wounds, its excess can also be imprisoning, even more so for women with disabilities. This study examines the overprotection of women with disabilities within the family context, highlighting how excessively protective behaviors can limit their autonomy and participation in affective, sexual, and social experiences. The research aims to analyze the effects of these practices and the resistance mechanisms adopted by these women. The hypothesis posits that overprotection, combined with the denial of adulthood, intensifies isolation, infantilization, and family dependency, restricting decision-making and access to autonomous life projects. The methodology consists of a bibliographic literature review, considering studies on disability, family, overprotection, and women's rights. Results indicate that overprotection becomes more intense during adolescence, limiting affective relationships, sexual expression, and initiatives toward autonomy. Resistance strategies include leaving the family home, asserting self-determination, and publicly claiming the right to affective and sexual relationships. The study concludes that supporting the autonomy of women with disabilities is essential to overcoming infantilization and overprotection, promoting equity, freedom of choice, and personal fulfillment. Keywords: Overprotection; Women with disabilities; Autonomy; Infantilization; Rights.

Fields of Study & Subjects

Disability Rights and Representation Family and Disability Support Research Disability Education and Employment

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
27 January 2026