Avaliação Basal do Risco Cardiovascular em Pacientes Oncológicos Candidatos a Terapias Potencialmente Cardiotóxicas: Integração Clínica, Biomarcadores, Imagem Avançada e Estratificação Prognóstica Multidimensional

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Authors: Camilo Fernández Bravo
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Abstract

Resumo O avanço das terapias oncológicas tem transformado o prognóstico do câncer, porém à custa de um aumento significativo da toxicidade cardiovascular. A avaliação basal do risco cardiovascular representa o pilar fundamental da cardio-oncologia moderna. Este artigo discute uma abordagem integrada baseada em fatores clínicos, biomarcadores, métodos avançados de imagem e novos modelos preditivos recomendados pela Heart Failure Association da European Society of Cardiology (ESC-HFA) em colaboração com a International Cardio-Oncology Society (ICOS). Introdução A cardiotoxicidade associada ao tratamento oncológico tornou-se uma das principais causas de morbimortalidade não relacionada ao câncer. Antineoplásicos como antraciclinas, inibidores de HER2, terapias alvo, imunoterapia e radioterapia torácica apresentam mecanismos distintos de injúria miocárdica. A identificação precoce de pacientes de alto risco antes do início do tratamento é essencial para prevenir insuficiência cardíaca, arritmias, doença coronariana acelerada e disfunção vascular. Componentes da Avaliação Basal 1. Avaliação clínica Idade ≥ 65 anos ou < 18 anos Hipertensão arterial Diabetes mellitus Doença cardiovascular prévia História de radioterapia torácica Uso prévio de antraciclinas 2. Biomarcadores cardiovasculares Troponina ultrasensível NT-proBNP ou BNP PCR-ultrasensível (em cenários selecionados) Valores elevados antes do tratamento estão associados a maior incidência de disfunção ventricular subsequente. 3. Avaliação por imagem Ecocardiograma transtorácico basal Fração de ejeção do VE (método de Simpson) Strain longitudinal global (GLS) Avaliação diastólica completa Redução basal do GLS (> −18%) identifica risco aumentado mesmo com FEVE preservada. Estratificação Multidimensional de Risco A ESC-HFA propõe categorias: Baixo risco Risco moderado Alto risco Risco muito alto Essa classificação orienta o seguimento, necessidade de cardioproteção e escolha terapêutica oncológica. Conclusão A avaliação basal cardiovascular integrada permite individualizar o tratamento oncológico, reduzir interrupções terapêuticas e prevenir insuficiência cardíaca. A cardio-oncologia moderna exige modelos preditivos estruturados, multidisciplinares e baseados em evidência.

Fields of Study & Subjects

Chemotherapy-induced cardiotoxicity and mitigation Cardiovascular Function and Risk Factors Cardiac tumors and thrombi

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
27 January 2026