ENTRE EXIGÊNCIAS DIGITAIS E ESCASSEZ DE FORMAÇÃO: COMO A ADAPTAÇÃO TECNOLÓGICA CONTRIBUI PARA O BURNOUT DOCENTE.

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Authors: Ângela Lúcia de Faria, Edimeia Resende da Silva Vieira Araújo, Adair Pires de Moraes dos Santos, Gilma Machado Ferreira Alcantara, Deolinda Angela de Araujo de Figueiredo, Lidiane Aparecida Guimarães, Liliam Gilsinei de Oliveira Gonçalves, Eneida Silva do Nascimento, Adenize Maria Moraes dos Santos, Edilene Otoni Pina
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Abstract

A incorporação crescente de tecnologias digitais no contexto educacional tem transformado profundamente o trabalho docente, aumentando responsabilidades e exigências profissionais, uma vez que plataformas digitais, ambientes virtuais de aprendizagem e ferramentas tecnológicas se tornaram parte essencial da prática pedagógica. Contudo, essa implementação frequentemente ocorre de forma acelerada e sem planejamento adequado, elevando a carga de trabalho e contribuindo para o aumento do estresse ocupacional. Assim, o objetivo deste artigo é analisar como a adaptação às demandas digitais, quando dissociada de uma formação adequada, contribui para o desenvolvimento do burnout docente, destacando a necessidade de intervenções organizacionais e pedagógicas sustentáveis. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados: Pubmed e SciELO; entre os anos de 2008 e 2025, com texto completo em português ou inglês, que possuíssem os descritores indexados DeCs/MeSH combinados ou não: Corpo Docente; Burnout; Tecnologias educacionais. Excluiu-se do estudo, artigos que não estavam disponíveis na íntegra e opiniões de especialistas. Os resultados indicam que o tecnoestresse, causado pelo uso intenso de tecnologias sem suporte ou formação adequada, aumenta a exaustão emocional, o distanciamento e a redução da realização profissional, intensificando o burnout. Fatores organizacionais, como clima escolar desfavorável e baixa autoeficácia, agravam o quadro, prejudicando o bem-estar docente. Políticas de formação continuada, suporte técnico e promoção da colaboração surgem como estratégias essenciais para proteger a saúde mental e favorecer um exercício docente mais sustentável. Conclui-se, portanto, que as exigências digitais, quando associadas à escassez de suporte e formação, podem intensificar significativamente o burnout docente, comprometendo a qualidade de vida e o bem-estar profissional, e que intervenções estruturais e pedagógicas adequadas são fundamentais para atenuar esses efeitos e favorecer um ambiente de trabalho mais saudável.

Fields of Study & Subjects

Technostress in Professional Settings Occupational Health and Burnout Stress and Burnout Research

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
16 January 2026
Language
PT