OBITOS POR INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO NA POPULAÇAO FEMININA: ANALISE DE 10 ANOS
Abstract
Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade em mulheres, apresentando características distintas dos homens. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a subestimação dos sintomas atípicos leva a atrasos na identificação e intervenção, impactando negativamente os desfechos clínicos. Além dos fatores de risco tradicionais, aspectos hormonais, psicoemocionais e sociais influenciam a manifestação da doença no sexo feminino. Compreender essas particularidades é essencial para aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, reduzindo a mortalidade.Objetivos: Analisar a epidemiologia dos óbitos por IAM em mulheres no Brasil entre 2014 e 2023, considerando variáveis como região, faixa etária, raça e estado civil.Metodologia: Estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), disponível no DATASUS. Foram analisados óbitos femininos por IAM (CID I219) no período de 2014 a 2023, com coleta realizada em 2025. As variáveis incluíram número total de casos, distribuição anual, faixa etária, raça e estado civil.Resultados: No período analisado, foram registrados 380.286 óbitos por IAM em mulheres no Brasil. A distribuição por região foi: Sudeste (176.777; 46,5%), Nordeste (110.282; 29%), Sul (50.941; 13,4%), Centro-Oeste (23.296; 6,1%) e Norte (18.990; 5%). Quanto à faixa etária, a maior ocorrência foi em mulheres com 80 anos ou mais (136.537; 35,9%), seguidas por 70-79 anos (99.273; 26,1%) e 60-69 anos (77.131; 20,3%). Em relação à raça, a distribuição foi: branca (53,6%), parda (35,2%), preta (7,8%), amarela (0,6%), indígena (0,2%) e ignorado (2,6%). O estado civil mais frequente foi viúva (150.535; 39,6%), seguido de casada (98.954; 26%) e solteira (74.035; 19,5%).Conclusão: O estudo evidenciou alta mortalidade feminina por IAM no Brasil entre 2014 e 2023, com predominância na região Sudeste. A maior parte dos óbitos ocorreu em mulheres acima de 80 anos e em viúvas. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e manejo do IAM em populações vulneráveis.Palavras-Chave: “Sexo feminino” ; ”Monitoramento epidemiológico” ; “Infarto agudo do miocárdio”.
Fields of Study & Subjects
Acute Myocardial Infarction Research
Healthcare Systems and Public Health
Sex and Gender in Healthcare
Publication details
- Journal / source
- Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
- Publication date
- 3 February 2026