OBITOS POR INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO NA POPULAÇAO FEMININA: ANALISE DE 10 ANOS

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Authors: ANA LUIZA BARBOSA, ISABELLA OLIVEIRA FARIA DE GOUVEIA, MARIA EDUARDA VASCONCELOS NAKAMURA, GABRIEL VARGAS MAIA CHAVES, GABRIEL BUFANO KOSTAKIS, MARCELO DANTAS CAMPOS, JOÃO PAULO ARAÚJO DA SILVA, MARIA EDUARDA FRUET BUSSAGLIA, THAMIS PELATIERI MARINOS, ISABELLA ARAÚJO DI MASE, MARIA MARINA VIZIOLI PEDROSO DE CRUZ, GIOVANA GALVÃO TALASSI, LETÍCIA NEGRI, JÚLIA REHBAIM, LÍGIA LUANA FREIRE DA SILVA
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Abstract

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade em mulheres, apresentando características distintas dos homens. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a subestimação dos sintomas atípicos leva a atrasos na identificação e intervenção, impactando negativamente os desfechos clínicos. Além dos fatores de risco tradicionais, aspectos hormonais, psicoemocionais e sociais influenciam a manifestação da doença no sexo feminino. Compreender essas particularidades é essencial para aprimorar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, reduzindo a mortalidade.Objetivos: Analisar a epidemiologia dos óbitos por IAM em mulheres no Brasil entre 2014 e 2023, considerando variáveis como região, faixa etária, raça e estado civil.Metodologia: Estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), disponível no DATASUS. Foram analisados óbitos femininos por IAM (CID I219) no período de 2014 a 2023, com coleta realizada em 2025. As variáveis incluíram número total de casos, distribuição anual, faixa etária, raça e estado civil.Resultados: No período analisado, foram registrados 380.286 óbitos por IAM em mulheres no Brasil. A distribuição por região foi: Sudeste (176.777; 46,5%), Nordeste (110.282; 29%), Sul (50.941; 13,4%), Centro-Oeste (23.296; 6,1%) e Norte (18.990; 5%). Quanto à faixa etária, a maior ocorrência foi em mulheres com 80 anos ou mais (136.537; 35,9%), seguidas por 70-79 anos (99.273; 26,1%) e 60-69 anos (77.131; 20,3%). Em relação à raça, a distribuição foi: branca (53,6%), parda (35,2%), preta (7,8%), amarela (0,6%), indígena (0,2%) e ignorado (2,6%). O estado civil mais frequente foi viúva (150.535; 39,6%), seguido de casada (98.954; 26%) e solteira (74.035; 19,5%).Conclusão: O estudo evidenciou alta mortalidade feminina por IAM no Brasil entre 2014 e 2023, com predominância na região Sudeste. A maior parte dos óbitos ocorreu em mulheres acima de 80 anos e em viúvas. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e manejo do IAM em populações vulneráveis.Palavras-Chave: “Sexo feminino” ; ”Monitoramento epidemiológico” ; “Infarto agudo do miocárdio”.

Fields of Study & Subjects

Acute Myocardial Infarction Research Healthcare Systems and Public Health Sex and Gender in Healthcare

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
3 February 2026