FITOTERÁPICOS NA REDUÇÃO DOS SINTOMAS DEPRESSIVOS

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Authors: Camilla de Andrade Tenório Cavalcanti, Maria Clara Machado Alonso de Araújo, Caio Victor Barros Gonçalves da Silva, Vanessa Ribeiro Leite Celestino
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Abstract

A fitoterapia é compreendida como a prática terapêutica que se utiliza de plantas, sem o processo de isolamento de seus constituintes ativos, com finalidade medicinal. O uso de plantas medicinais para a cura de enfermidades é uma prática desenvolvida desde os primórdios da história humana, sendo exercida há milhares de anos, principalmente nos países do Oriente Médio e da Ásia (Veloso et al., 2023). Os fitoterápicos no Brasil ganharam destaque a partir da década de 1980, quando foram implementadas políticas e resoluções que regulamentaram seu uso na rede pública de saúde. A Resolução da Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (Ciplan), de 1988, constituiu um marco nesse processo ao estabelecer normas para a prática da fitoterapia nos serviços públicos, criando procedimentos específicos para sua utilização em unidades médicas assistenciais. Essas iniciativas impulsionaram a pesquisa e a aplicação clínica dos fitoterápicos, garantindo maior segurança e eficácia na sua prescrição e uso (Galucio et al., 2021; Veloso et al., 2023). O Brasil se destaca no cenário mundial da fitoterapia devido à sua rica biodiversidade e ao conhecimento tradicional associado ao uso de plantas medicinais. A valorização desses saberes populares, aliada ao avanço tecnológico e científico, foi de grande importância para validar as propriedades terapêuticas das mais variadas espécies de plantas. Em 2009, o Ministério da Saúde publicou a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), contendo 71 espécies nativas priorizadas para pesquisa e investimentos. A lista visa fortalecer a comprovação científica da eficácia e segurança dessas plantas, permitindo seu uso seguro em diferentes formas, como material in natura, planta desidratada e medicamentos manipulados ou manufaturados (Galucio et al., 2021; Veloso et al., 2023). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, de 65% a 80% da população dos países em desenvolvimento utilizam plantas medicinais como principal forma de tratamento. Além disso, o uso de fitoterápicos vem aumentando em diversas regiões do mundo, uma vez que apresentam eficácia terapêutica e menor risco de efeitos colaterais quando comparados a medicamentos convencionais (Carvalho; Leite; Costa, 2021; Pacheco et al., 2021; Dobrek; Głowacka, 2023). No contexto dos transtornos mentais, os fitoterápicos Valeriana officinalis, Passiflora incarnata, Melissa officinalis, Matricaria recutita, Ginkgo biloba, Rhodiola rosea, Hypericum perforatum e Piper methysticum destacam-se, uma vez que existem diversos estudos clínicos que indicam sua efetividade, diferentemente de outras plantas medicinais que ainda não tiveram sua eficácia comprovada ou que se encontram em fases iniciais de investigação científica (Carvalho; Leite; Costa, 2021; Pacheco et al., 2021). O tratamento da depressão, especificamente, envolve métodos farmacológicos e não farmacológicos, incluindo técnicas psicoterapêuticas, havendo uma tendência ascendente no número de prescrições de antidepressivos em nível mundial. Diante do uso elevado desses medicamentos e de seus possíveis efeitos colaterais, a utilização de fitoterápicos no tratamento da depressão tem sido cada vez mais explorada (Dobrek; Głowacka, 2023). Dessa forma, o emprego de medicamentos fitoterápicos como alternativa terapêutica para a depressão vem crescendo progressivamente devido a diversos fatores, entre eles o custo mais acessível e o menor risco de efeitos adversos. Assim, ao longo deste capítulo, serão abordados alguns dos principais fitoterápicos utilizados no tratamento da depressão

Fields of Study & Subjects

Medicinal Plant Extracts Effects Phytochemistry Medicinal Plant Applications Complementary and Alternative Medicine Studies

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
6 February 2026
Document type
Book chapter