Fundamentos Filosóficos da Química sob Disciplina Ontológica: Uma leitura crítico–propositiva de Philosophical Foundations of Chemistry, de Krishna Kant Sharma, à luz da Teoria da Objetividade
Abstract
Este artigo oferece uma leitura crítico–propositiva de Philosophical Foundations of Chemistry, de Krishna Kant Sharma, à luz da Teoria da Objetividade (TO). Sustenta-se que a defesa, por Sharma, da autonomia ontológica da química, sua crítica ao reducionismo estrito e sua ênfase na emergência e na relacionalidade estabelecem importantes pontos de compatibilidade com o quadro modal–axiomático da TO. Ao mesmo tempo, o artigo argumenta que a formulação de Sharma permanece intramundana e não enfrenta plenamente a questão ontológica mais profunda de por que um universo capaz de química deve existir. Em resposta, o estudo desenvolve um confronto sistemático entre a filosofia da química e a bibliografia fundante e recente da TO, especialmente as Sete Verdades Absolutas, o teorema da esfera lógica perfeita e as eras cosmológicas que antecedem a emergência da matéria tal como normalmente é compreendida. O artigo defende que a química deve ser interpretada não apenas como um domínio científico autônomo, mas como manifestação tardia de estruturas lógicas e cosmológicas mais profundas. Nesse quadro, conceitos como memória atômica, campos áuricos, linhas de fronteira, o Efeito Indutor Expansivo (EIE) e o Efeito Indutor Redutivo (EIR) são mobilizados para ampliar a interpretação ontológica da identidade química, da estabilidade, da reatividade e da diferenciação estrutural. O texto também incorpora a hipótese de que os neutrinos podem ser compreendidos como manifestações fenomênicas dos plasmas descritos pela TO, reforçando assim a continuidade entre cosmologia e a posterior emergência da matéria organizada. Além disso, situa a discussão em um diálogo mais amplo com importantes referências científicas e filosóficas, incluindo Heisenberg, Einstein, Bohm, Prigogine e Stengers, Penrose, Hawking, Weinberg, Kuhn, bem como referências experimentais e observacionais selecionadas, como os testes de Bell de Aspect, os dados do CMB da missão Planck, as observações de ondas gravitacionais do LIGO/Virgo e os achados recentes do JWST. Uma tese central do artigo é que a Teoria da Objetividade não busca substituir a física, a química ou a cosmologia modernas. Antes, ela é apresentada como um fundamento lógico, ontológico e científico necessário para qualquer modelo que pretenda ser plenamente coerente com um universo possível, dada a necessidade modal de seus sete axiomas. Nesse sentido, o artigo situa a filosofia da química em uma disciplina ontológica mais ampla, argumentando que a autonomia da química se torna mais robusta quando fundamentada em uma teoria universal da emergência, da distinção, da observação, da composição e da transcendência. Redigido em linguagem acadêmica formal, este estudo pretende contribuir para os debates contemporâneos sobre a ontologia da ciência, os fundamentos da química e a possibilidade de um quadro cosmológico logicamente fundamentado, capaz de integrar a ciência empírica sem substituí-la. Palavras-chave Filosofia da Química; Teoria da Objetividade; Ontologia Modal; Emergência Química; Fundamentos Ontológicos; Esfera Perfeita; Memória Atômica; Campos Áuricos; Linhas de Fronteira; Efeito Indutor Expansivo; Efeito Indutor Redutivo; Neutrinos; Cosmologia; Testabilidade; Ontologia Científica
Fields of Study & Subjects
Philosophy and History of Science
Philosophy and Theoretical Science
History and advancements in chemistry
Publication details
- Journal / source
- Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
- Publication date
- 26 February 2026
- Language
- PT